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Como aumentar minha performance nos estudos?

No começo desse ano tive a oportunidade de palestrar para muitas escolas e universidades, falando sobre produtividade para estudantes. A carência nesse campo de “performance para estudos” é gigantesca, tem pouca informação e muita demanda. Recebi algumas mensagens pedindo dicas sobre esse assunto e gravei um vídeo para o meu canal do Youtube sobre isso.

Estudar, assim como trabalhar precisa de método. Com as ferramentas certas e a metodologia de estudo correta, você consegue mais resultados com menos esforços. Simples assim. Não precisa se matar de estudar se você estudar da forma adequada. A mesma coisa com seu trabalho, se você aplica técnicas de produtividade pessoal, você faz muito mais com menos esforço.

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Pequenas mudanças em horários, na alimentação pré e durante o estudo e na forma de planejar as matérias para estudar, faz uma diferença gigantesca. Uma das coisas que defendo muito é a utilização de música para estudar. Meus pais, quando eu era criança sempre deixavam Mozart, Beethoven e mantras indianos tocando baixinho na casa. No começo eu não gostava, depois acostumei e com o tempo em uma única lida na matéria eu já tinha boa parte do assunto na cabeça sem precisar reler diversas vezes. Sem querer eles acertaram em cheio no que fez a diferença na minha vida acadêmica.

Diversos estudos comprovaram que música barroca por exemplo, aumenta muito a retenção de informações. Algumas startups como a Focusatwill.com, aproveitando esses estudos lançaram serviços de música com esse objetivo. A Amazon em seu serviço PrimeMusic, também criou seleções de músicas para estudo, criatividade, foco, etc. Essa onda veio para ficar sem dúvida.

Essa e outras dicas estão aqui no vídeo. Aproveite para compartilhar com seus filhos em idade escolar ou seus colegas que reclama que não tem disposição para ir para a faculdade ou pós graduação.

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3 erros estruturais que acabam com a produtividade das Reuniões

Que as reuniões são um problema gigante nas empresas de qualquer porte, todo mundo já sabe, porém é um problema passível de solução. Não vou dizer que é simples ou fácil, mas é algo realmente factível.

Há muitos anos desenvolvemos na TriadPS programas para redução ou melhora das reuniões. Tivemos sucesso em boa parte dos casos, com redução de milhares de reais em reuniões. O que torna o assunto ainda mais delicado de falar, pois quem gostaria de divulgar que na sua gestão havia um desperdício de alguns milhões com reuniões inúteis? O que vejo é que os líderes estão começando a querer lutar essa batalha o que é legal.

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Nesse tempo todo, trabalhando com esses processos, aprender com os projetos onde falhamos é o mais importante, pois ali está a sabedoria de acertar na próxima. Selecionei três pontos que prejudicam o processo de melhoria das reuniões na empresa.

1 – Reunião improdutiva é a forma mais simples de mascarar a ineficiência.

Você com certeza conhece uma série de profissionais, líderes e parceiros que disfarçam sua incapacidade através de reuniões e mais reuniões. Se não são capazes de tomar a decisão ou se tem medo de decidir sozinhos, porque não agendar mais encontros para conversar sobre? Esse é o tipo de caso, onde um processo de reuniões eficiente, pode ser perigoso para quem está se mascarando. Ai o boicote é natural, mesmo que na surdina as coisas não vão acontecer.

Não adianta apenas treinamento, campanha ou discurso se os líderes e as equipes não se envolverem, de verdade. Se não aceitarem que o problema não é apenas a reunião, mas também nas decisões. É preciso que o processo comece e continue em um crescente, olhando em vários aspectos ou todos os velhos hábitos voltam a se instalar rapidamente.

2 – Condutores (ou consultores) ruins destruindo a possibilidade de melhorar

Estive em um cliente para conduzir a reunião de conselho deles. Antes e no começo da condução, senti um certo descrédito dos participantes, mas não sabia exatamente o porquê. Depois de fecharmos a reunião prevista para durar 4h bem antes, um diretor contou a história.

Eles haviam contratado para a reunião anterior, um “consultor de reuniões”, depois de assistir um curso online sobre reuniões. Eu vi o curso, um resumo muito mal feito do meu livro Estou em Reunião (inclusive feio de não citar a fonte das pesquisas e do conteúdo que mostrou). Resultado: o cara foi tão mal que nem conseguiu terminar a reunião, foi expulso no meio.

Leva tempo para formar um condutor profissional de reuniões, nesse caso o tempo é que faz a experiência e não a leitura de livros ou cursos apenas. Se o cara não tiver pelo menos 400 horas de condução no histórico, com técnicas adequadas, não vai conseguir lidar com os problemas da dinâmica de uma reunião mais complexa. E ai todo o processo cai em descrédito, o que é péssimo. Tem gente boa no mercado, séria, porém para cada bom profissional existe o quádruplo de ruins. Selecione bem.

3 – Tecnologia mal aplicada

Muitas empresas compraram tecnologias caríssimas de teleconferência, vídeo presença, etc. Tecnologia funciona, se bem aplicada. A questão é realmente saber quando, como e onde usar, treinar as pessoas corretamente e medir o retorno desse investimento.

Tenho discutido muito com o pessoal da Added e da Cisco, de forma a criar métricas para a empresa que o investimento nessas tecnologias realmente reduz custos, aumenta a produtividade e que o ROI vai fazer todo o processo ser pago em poucos meses.

Tecnologia de reunião, não é apenas ligar uma câmera no Skype do seu computador e sair fazendo a reunião é um processo completo de colaboração que envolve diversos conceitos.

É possível melhorar as reuniões da sua empresa. Deve fazer parte da estratégia, de toda a direitoria, de toda a empresa. Tudo começar por querer melhorar, depois com as técnicas e a tecnologia certa o processo começa a fluir.

Até a próxima!

O futuro da produtividade está no seu corpo.

Há alguns anos atrás começaram a surgir os “dispositivos de vestir”, como a pulseira da Nike, os controladores de corridas que ficam no tênis (não sei o nome), Google glass, balanças que sincronizam seus dados para seu celular e por ai vai.

Parece que a tendência veio para ficar e isso vai mudar radicalmente a forma como você lida com sua produtividade. Ano passado as pulseiras que monitoram seus passos, calorias gastas, qualidade do sono e até pressão começaram a tomar conta das prateleiras de lojas como a Best Buy e supermercados nos EUA. Não é difícil de ir em uma Starbucks e reparar que em cada 10 pessoas, uma tem algum tipo de pulseira. E em cidades como San Francisco, o número de usuários é quase o triplo.

No mês passado, vi no evento Launch, em San Francisco, a apresentação da OMSignal (http://www.youtube.com/watch?v=hMiOmJHXyC4#t=72) que criou roupas que tem uma série de sensores, capazes de captar temperatura, pressão, problemas de saúde, etc. Algo realmente presente nos melhores filmes de ficção científica.

A onda agora são os smartwatches, que nada mais são do que relógios que funcionam como um smartphone, sendo capazes de ler e-mails, avisar de reuniões, checar temperatura do local, atender ligações, atualizar e ver seu Facebook, etc.

Hoje o Google apresentou o Android Wear (https://www.youtube.com/watch?v=QrqZl2QIz0c) , que será o sistema operacional Android para dispositivos “de vestir”. Vários fabricantes já estão correndo para lançar dispositivos ainda este ano com a novidade. Eu queria muito um smartwatch, quase comprei o da Sony (http://www.youtube.com/watch?v=Vv02G7tSdNk) que para mim pareceu ser o mais legal, porém com tantas novidades chegando em poucos meses, seria sair de cara atrasado, então vou esperar para ver o que acontece.

Muita coisa legal vai ser lançada nessa área e isso vai mudar muito nossa produtividade. Conseguir antecipar ações, ajudar a tomar melhores decisões, integrar meios e ainda dizer se você está cansado e não vai mais conseguir terminar aquela tarefa, pode realmente mudar nosso conceito do que é ser produtivo. São dados, ligados ao seu corpo, gerando mais informações. Estou bastante confiante nessas tecnologias, agora é esperar para ver.

ps: Por enquanto, muito infelizmente, a Microsoft ainda não deu sinais de quando vai lançar o Surface Watch..

Criatividade no trabalho torna a produtividade muito mais prazerosa.

by Américo Barbosa

Aliar prazer e produtividade no trabalho é possível. A criatividade ajuda a encontrar processos e resultados inovadores que, na grande maioria das vezes, ajuda a melhorar o resultado pretendido com o esforço.

O ser humano, ao longo da vida, se torna cada vez menos criativo. Mas é essa característica que serve como primeiro passo para vencermos os paradigmas do nosso dia a dia, na empresa, em casa, na vida.

No mundo empresarial, o profissional que sabe usar a criatividade a seu favor é capaz de enxergar o que pode ser modificado em prol de prazer e produtividade e diferenciá-lo do que não muda.

O segredo está em educar a percepção e buscar não a resposta certa, mas a pergunta certa. Os paradigmas são problemas que costumam se tornar quase-definitivos na nossa mente, e a forma como lidamos com eles é que os torna inquebráveis ou não.

Como uma pessoa enxerga os fatos que aparentemente não têm solução? Quem responde que determinado problema ‘não tem jeito’ ou que o modo de executar certa tarefa ‘sempre foi assim’ acostuma-se a nunca buscar uma solução criativa.

Perguntas certas

Isaac Newton, inglês que viveu no século XVII, revolucionou o estudo da física ao desenvolver as principais teorias da gravidade. Se ele tivesse simplesmente reclamado porque uma maçã lhe caiu na cabeça, talvez não tivesse pensado em um modo de explicar por que aquela fruta caiu sobre ele.

Albert Einstein, alemão que formulou a teoria da relatividade, se tornou notável ao resolver um paradigma científico formulado por Newton 200 anos antes. Enquanto todos os outros achavam que o problema não tinha solução, ele simplesmente olhou de forma criativa para o céu e fez uma pergunta simples e divertida: será que a luz faz curva?

A primeira postura para quebrar os paradigmas é fazer as perguntas certas. Não é maravilhoso? Você só precisa formular dúvidas. Os chineses quando contratam alguém sempre perguntam: você tem dúvida? Em geral o candidato, afoitamente e cheio daquela autoconfiança corporativa responde com tom super afirmativo: não tenho dúvida. E aí o seu líder ou examinador lhe diz: você imaturo. Mas se ele responde que tem dúvida, vai ouvir: você maduro né. Claro que logo após ele espera que o seu funcionário formule uma dúvida criativa. Igual como uma criança fazendo aquela pergunta criativa que deixa o pai todo orgulhoso frente às visitas.

Quando alguém vem falar que algo não tem solução ou não vai dar certo, é preciso questionar ‘por que não?’. Dizer isso de forma fundamentada ajuda a avaliar se há alguma chance de quebrar um paradigma e transformar algo impossível em um bom resultado.

Depois, é preciso dizer “e daí?” para os acomodados e pessimistas que previam resultados desastrosos para um projeto ou processo inovador. O criativo deixa-se envolver pelo problema para encontrar a solução, mas não se deixa ser engolido por ele. Essa diferença demonstra atitude proativa diante das dificuldades e vontade de enfrentá-las.

Disseminando criatividade

O ambiente é determinante para incentivar a criatividade. O mercado está sempre mudando. Por esse motivo, a criatividade e a inovação são as chances que as empresas têm para se renovar. Mas há empresas que pensam no mercado como algo sempre igual. Uma empresa criativa só se faz com pessoas criativas.

É uma questão da cultura da companhia. Uma secretária criativa vai estimular seu executivo e vice-versa. É uma cadeia de Criatividade. Até a copeira vai sentir que pode servir o café de um jeito novo. Não é preciso ser um Professor Pardal, basta buscar fazer as coisas de forma mais prazerosa, inovadora, profissional e produtiva.

A mais famosa pesquisa sobre a capacidade criativa foi feita por dois americanos, os pesquisadores  George Land e Beth Jarman. A conclusão, publicada no livro Pontos de Ruptura e Transformação (Cultrix, 1995), mostrou que os níveis de criatividade caem drasticamente ao longo da vida. O estudo acompanhou 1600 jovens durante 15 anos. Os testes de seleção de cientistas e engenheiros inovadores da agência espacial dos Estados Unidos (Nasa) serviram de base para o estudo. Na primeira aplicação da prova, em crianças com idades de três a cinco anos, o índice de criatividade medido pelos pesquisadores foi de 98%. Aos dez anos, esse percentual caiu para 30%, e diminuiu novamente para 12% quando os mesmos voluntários estavam com 15 anos.

Um levantamento similar feito pela dupla, dessa vez com 200 mil adultos, verificou uma capacidade criativa de 2%. Uma das explicações para o fato é de que o ambiente – escola, família e trabalho – não incentiva a criatividade, mas a repetição de modelos já testados – e nem sempre eficientes. Nós adoramos entrar na zona de conforto. E vamos ficando medíocres. Na média silenciosa dos que não lideram novas bandeiras.

Mas é cientificamente comprovado que uma vida robótica é ruim porque não estimula o cérebro a produzir novos caminhos. Os velhos caminhos, soluções de sempre não estimulam a produção de neurotrofinas . Neurotrofinas são as proteínas que fazem as pontes entre os neurônios. E elas começam a diminuir após os 25 anos. Buscar caminhos novos, quebrar rotinas, ver as diferenças nas coisas iguais. Ou ver igualdade nas coisas diferentes estimula a produção de neurotrofinas.

O que precisamos saber é que tudo pode ser feito, sempre, de uma maneira melhor. E, para as empresas, a mensagem é de que estimular a criatividade é o caminho para antecipar necessidades e fabricar um futuro de sucesso. A necessidade é mãe da inovação. Mas ela precisa ser reconhecida. E a criatividade, é a melhor mola para a competitividade agradável e feliz.
Um bom começo é ler o Guardador de Rebanhos de Fernando Pessoa. E começar a praticar o que ele diz: penso com os olhos, penso com os ouvidos…

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Américo Barbosa, empresário de Comunicação, palestrante, professor em cursos de pós, especialista em Gestão de Pessoas, Criação e Inovação e doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP (americo @ egocomunicacao.com.br ).

A Gratidão em saber perder

Você já pensou o quanto perder é importante em nossa vida? Eu acredito que a vida seria péssima se tivéssemos tudo que desejamos. Se bastasse esfregar a lamparina mágica e pedir algo para um gênio realizar, a vida seria um porre.

Não podemos ter tudo que queremos e não podemos ter tudo ao mesmo tempo. Ficaríamos loucos se tudo acontecesse rapidamente. Você pode não acreditar, mas se pensar bem, vai ver que a vida ficaria sem graça.

Por isso inventaram o tempo, para dosar nossas decisões, para aprendermos a dar valor nas vitórias e nas derrotas, algumas vezes, também. Para sabermos que a jornada é muito melhor que a chegada ou a largada. O tempo serve para nos limitarmos de nós mesmos e ao mesmo tempo sermos abundante.

Por isso inventaram a administração do tempo, para você aprender a lidar com a magia que o tempo é, para ser o alquimista da vida, o arquiteto dos momentos e o empreendedor das realizações.

E nesse processo perder é importante. Perder é aprender a dar valor àquilo que, muitas vezes, tínhamos mas não aproveitamos, pelo simples fato de já termos, ou de estar lá todos os dias.

Pessoas perdem familiares e amigos queridos e só então lembram que deveriam ter dedicado mais tempo a eles. Pessoas perdem a saúde quando não podem comer aquele prato favorito. Pessoas perdem amores quando acham que a rotina apagou o encantamento. Pessoas perdem a vida, quando não sabem dar valor ao seu tempo.

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E por isso a perda é importante. Pois todos já perdemos algo e ainda iremos perder outras coisas, mas a perda existe, justamente, para aprendermos a ganhar e a valorizar. Pois é apenas quando nos tornamos gratos por tudo aquilo que temos que podemos ganhar mais. A vida é abundante para quem aprende a perder e a ganhar, para isso que serve seu tempo.

Que você comece o ano sendo grato por tudo aquilo que já tem. Pare cinco minutos no seu trabalho e escreva a lista de seis coisas ou pessoas que você é muito grato. Envie um SMS, um Twitter, um e-mail e agradeça. Valorize. Veja o resultado.

Não espere perder para dar valor ou descobrir a importância da perda em nossa vida!

Eu sou grato pelo tempo que você dedicou lendo este texto e todo o conteúdo que indiquei.

Obrigado por você estar aqui e permitir que eu realize a minha missão.

Até a próxima!

6 sintomas que você está sacrificando sua vida pelo trabalho

Que muita gente não tem tempo a gente já sabe. O problema é quando as pessoas sem tempo, começam a sacrificar sua vida em busca de algum resultado (que na maioria das vezes nem ela sabe o que é). Quando a vida se torna frenética, deixamos de lado o ato de viver e adotamos o ato de correr como padrão. Selecionei seis sintomas clássicos das pessoas que estão sacrificando demais, na busca de algo. Se você tiver três desses sintomas é o momento de repensar seu tempo. Se tiver quatro ou mais é realmente a hora de dar um basta. Procure um coach, um curso de produtividade pessoal, peça ajuda de familiares ou invista em hobbies. Pequenas coisas podem ajudar muito a mudar esse estilo de vida.

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1 – Ansiedade e Estresse

Existem pessoas que vivem estressadas e ansiosas mesmo quando não estão trabalhando, em momentos familiares ou de lazer. O estresse do trabalha, a falta de tempo não deixa a pessoa se desligar dos problemas e esses momentos pessoais acabam não sendo produtivos.

2 – Esporte se torna miragem

Quando a pessoa está sem tempo uma das primeiras coisas que ela começa a adiar é seu tempo para a prática de esportes. É mais fácil deixar de ir na academia do que dizer não para aquele trabalho de última hora. Só que ai entramos na síndrome de Tostines: a pessoa fica mais improdutiva porque não faz esporte ou ela não faz esporte porque sua produtividade não libera esse tempo?

3 – Leitura para decoração

A quantidade de livros comprados e estacionados na estante aumenta muito quando a pessoa está sem tempo. Não pelo fato de que ela não seja capaz de encaixar quinze minutos diárias para leitura, pois isso todo mundo consegue, mas porque ela está tão cansada de uma rotina exaustiva que não sobra energia para qualquer outra coisa.

4 – Perda na qualidade dos relacionamentos

Isolamento é uma palavra forte, mas ele existe em diversos degraus quando comprometemos nosso tempo pessoal. No começo, são os happy hours que você deixa de ir porque estava em reunião, depois os aniversários porque você está sem pique, depois o jantar com a namorada vira opcional e quando você dá conta, ninguém te convida para mais nada, nem nos e-mails da galera você é mais copiado. Você começa a sentir que está sendo colocado de lado e a resposta é avançar degraus nesse isolamento.

5 – Estranho no Lazer

No final de semana, nas emendas, nas férias você se sente um estranho no ninho? Como se tivesse culpa de não estar fazendo nada? Fica com vergonha de estar na fila do cinema no mesmo shopping que a equipe vai almoçar, quando está de folga? Se o lazer traz um pouco de culpa, sentimento de falta ou de que precisa de algo mais, aqui temos mais um sintoma que você está sacrificando sua vida pelo resultado.

6 – Disponibilidade Total

Outro sintoma clássico das pessoas que “trabalham para viver” é a incapacidade de desligar: os avisos de chegada de e-mails, colocar o celular no silencioso, avisos de whatsup, etc. Coisas estranhas se tornam normais: responder e-mails por volta das 23h, fazer um skype com seu chefe na sua cama ou pensar nas tarefas de amanhã enquanto está fazendo sexo. Coisas desse tipo são perfeitos sintomas que você se tornou escravo da vida. Quando você se torna a pessoa sempre disponível, pronta para qualquer coisa a qualquer hora, sempre em estado de alerta, é o momento de realmente repensar, pois você ficou indisponível para você mesmo!

Petrobras: Primeiros passos para liberar a Internet internamente.

Esta semana participei de um debate na Petrobras e uma pergunta de um gestor, bem comum, foi levantada: redes sociais prejudicam a produtividade durante horário de expediente?

Essa pergunta é pertinente com o atual momento que a maior empresa do País vive, já que desde 1/11/13 a empresa decidiu liberar o uso de redes como Facebook, Youtube, Twitter por meio de sua rede interna corporativa.

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“A decisão foi tomada pela Diretoria Executiva com os objetivos de aumentar o acesso ao conhecimento e aumentar o grau de interação interna e externa; aumentar a satisfação em trabalhar na Petrobras; e fortalecer a imagem de empresa inovadora e alinhada às tendências de comunicação para atrair e reter talentos. A companhia tem canais proprietários nas três plataformas sociais que poderão ser acessadas por meio da RIC.“ – comunicado interno Petrobras

A minha opinião sobre esse tema, é baseada em algumas pesquisas que já foram publicadas e também em alguns clientes nossos das 1000 maiores empresas que adotaram essa política. Internet, de forma controlada, não prejudica a produtividade. Em alguns casos, pesquisas mostram que pode até aumentar a produtividade.

Primeiro porque hoje ninguém mais limita ninguém de acessar as redes, afinal a maior parcela das pessoas, tem celular com acesso a Internet. Se você bloqueia, ele vai tomar café para acessar. É o me engana que eu gosto.

Agora claro que deixar totalmente liberado não faz bem para ninguém, pois se deixar uma balinha de chocolate, por mais que o chocólatra seja controlado, uma hora a bala some… Sou a favor de estipular um período de tempo e cada um use esse tempo de liberdade da forma como gostaria. Com o passar do tempo e maturidade da equipe, libere o acesso por completo.

O que não vale é discursos infundados, dizendo que a produtividade cai com o uso da Internet, sem métricas adequadas. Se não mediu antes, como saber se caiu, não é verdade?

Gestores devem ajudar sua equipe a saber o que é prioritário, delegar as atividades importantes e apoiar para que o resultado aconteça. Se eles tiverem engajados, sabem a direção, tem velocidade e ai o controle vem naturalmente. Não é por causa da Internet que uma equipe fica improdutiva, é pela falta de uma liderança produtiva. Esse é o ponto!

Isso vale ao governo que está com ideias de restringir algumas coisas na Internet por questões de segurança, mas ai, essa é uma história para outro post.

Viva a liberdade!