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BLACKHOLE: Qual o buraco negro da sua empresa?

Hoje quero propor uma forma produtiva de fazer a gestão das suas metas corporativas. Chamo esse conceito de Blackhole, ou buraco negro, em português, trazendo similaridades conceituais da sua definição astronômica. De maneira muito simplista, um buraco negro é uma região no espaço que contém tanta massa concentrada que nenhum objeto consegue escapar de sua atração gravitacional. Ou seja, é uma áre a de tamanha intensidade de foco que tudo é “sugado” para esse ponto.

Na minha definição uma “blackhole” é a meta mais importante e fundamental da empresa, que guia a ação de todas as outras metas ou projetos. É basicamente o alvo de toda a estratégia que o empreendedor vai definir.

Muitas empresas criam dezenas de metas para o ano, na maioria das vezes muito mal definidas e com um plano de ação desconhecido. Em metas, quanto menor o número, maior a execução. O conceito de “blackhole” simplifica essa estratégia: uma meta principal que guia todas as outras.blackhole3

Isso não significa que a sua empresa terá apenas uma meta, ela pode até ter mais metas, mas desde que todas sejam metas complementares à meta mais importante da empresa, que será única e dará foco total aos colaboradores da empresa. Fazendo uma analogia da imagem de um organograma, a Blackhole, seria o nível mais alto do organograma e abaixo dela seriam desenvolvidas metas secundárias ou projetos de execução que ajudarão na realização da meta principal.

E como descobrir a meta a meta principal? Simples também: basta entender que o principal objetivo de uma empresa com fins lucrativos é gerar lucro aos empreendedores ou acionistas. Isso significa que a meta BlackHole está sempre ligada a resultados financeiros de alguma forma. Se a meta mais importante da sua empresa não é financeira, possivelmente ela é uma ONG ou qualquer outro tipo de entidade sem fins lucrativos.

As empresas que adotam a estratégia blackhole, conquistam diversas vantagens. Primeiro, facilita a comunicação do objetivo, alinha a equipe, evita confusões e acaba com as desculpas de desconhecimento da meta corporativa.

Outra vantagem é também a facilidade de mensuração do progresso da meta e acompanhamento através dos projetos de suporte. Estes projetos são as atividades de grande duração que serão executadas ao longo dos meses para apoiar a execução da meta mais importante. Se seguir boas práticas para gestão de projetos, as atividades terão mais controle e capacidade de gestão, o que muitas vezes não acontece na gestão de metas.

Pense sobre esse conceito, converse com seus sócios e diretoria, e pergunte: qual o nosso buraco negro que merece todo nosso foco e energia? Que projetos ou sub-metas suportam a execução dessa meta? Experimente o processo e veja os resultados!

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Você sabe a estratégia da sua empresa?

Mais um artigo publicado na minha coluna do Brasil Econômico:

Há alguns meses venho pensando no plano estratégico da minha empresa para os próximos anos, fazendo uma renovação da estratégia que se encerrou no ciclo de 2009. Durante esse meio tempo, conduzi algumas reuniões de planejamento e conselho de grandes empresas no País justamente sobre essa temática, independente do setor, dá para aprender bastante ou pelo menos abrir as idéias quando falamos de planejamento estratégico.question

O empreendedor que está começando ou o que fez a empresa crescer rapidamente, em geral é muito focado no produto final, na operação, no dia-a-dia e acaba sobrando pouco tempo para pensar na estratégia corporativa, que vai fazer a empresa viver longos anos, se destacar da concorrência e agregar valor ao consumidor. No contato que tenho com empreendedores, posso afirmar que é raro o empreendedor que tem um bom plano definido para sua empresa, em geral impera a política do Zeca Pagodinho: “deixa a vida nos levar.vida leva eu…”.

Agora esse não é apenas um mal do pequeno empreendedor, muitas empresas bem estruturadas não tem estratégia de verdade. Tive a oportunidade de ver uma palestra do Michael Porter, considerado o maior guru de estratégia dos tempos atuais, no evento Expomanagement no final de 2009. Uma das suas afirmações iniciais foi que poucas pessoas e empresas realmente sabem o conceito verdadeiro de estratégia. O que existe é uma grande confusão nesse assunto.

Estratégia não é visão, é mais do que um conjunto de ações, é diferente de aspirações do tipo ser o número 1, crescer, trazer resultados acima de mercado, etc. Estratégia começa com resultados. Aprendi e vi algumas dessas empresas que acompanhei a começarem a pensar em suas estratégias com metas financeiras e retorno de investimento. Óbvio, mas muito empreendedor se complica com isso.

Qual a meta financeira estratégica da sua empresa? Qual o retorno de investimento sua empresa precisa fazer neste ano? Qual o lucro que ela precisa ter para alcançar uma distribuição de lucros, que te ajude a realizar os seus sonhos pessoais?

Não é o que dá para fazer, é o que você quer como sócio da empresa. E chegando a esse número, você começa a montar uma estratégia que te ajude a chegar ou superar esse número. É assim que tem que acontecer. Isso guia as prioridades, as decisões e as ações da empresa. Se sua empresa não tem uma meta financeira bem formulada, é melhor rever se ela está na categoria de empresa ou ONG sem fins lucrativos.

Nem sempre eu fiz assim, quando defini estratégia em momentos passados para outras empresas que fui sócio, pensava sempre no mercado, na matriz SWOT, na concorrência, na nossa visão e em todo o resto, para depois falar efetivamente de uma meta financeira. Fica mais fácil inverter sua ordem. Pense nisso no seu plano estratégico dos próximos anos.

No próximo artigo vou continuar esse assunto sobre estratégia, com a seguinte pergunta: sua empresa quer ser única ou a melhor? Pense um pouco nesse assunto, ele pode fazer uma gigantesca diferença no posicionamento da sua empresa. Conversamos na próxima quinzena!

Sucesso Estratégico para você.

Sua Empresa é Social?

Se você não está levando muito a sério essa onda de redes sociais, é melhor começar a colocar o assunto na pauta da sua estratégia. Uma pesquisa recente, mostrou que o tempo dedicado a redes sociais pelos internautas quase dobrou em um ano. Os internautas de todo o mundo passaram mais de cinco horas e meia em redes sociais em dezembro do ano passado, de acordo com pesquisa mundial da Nielsen Wire. Segundo o levantamento, o número representa aumento de 82% em relação ao tempo que os usuários da web gastaram no mesmo mês do ano anterior.

Em um tempo não muito distantistock-social-network e ter um site na Internet era mais do que suficiente para sua empresa estar na “era digital”. Hoje em dia ter um site é muito pouco, ou para algumas empresas quase nada. Alguns segmentos de empresas, como por exemplo, prestadoras de serviços online, não atraem muita confiança do consumidor se não tiverem um canal de contato rápido como blog, twitter ou fóruns de discussão.

Na Triad, descobrimos que nossa taxa de conversão de vendas triplica quando o usuário passa a nos acompanhar via twitter, blog, youtube ou facebook. “Isso mostra que a empresa está sempre preocupada em fazer coisas novas, nos manter informados. Parece que estamos mais próximos e isso me deu confiança em comprar”, afirma Maria de Fátima, em pesquisa realizada com nossos clientes sobre a decisão de compra após um tempo acompanhando nossas redes sociais.

É um caminho sem volta, se sua empresa quer estar mais próxima do seu cliente, não espere que ele coloque na agenda um compromisso de visitar seu site a cada 15 dias para ver as novidades, isso não existe. As pessoas gostariam de acompanhar sua empresa, se ela der essa oportunidade. E como fazer isso?

O primeiro passo é levar a questão a sério, não adianta começar o processo e parar no meio, fica feio e passa desconfiança de algo que não é atualizado há tempos. Precisa ter alguém responsável por redes sociais na empresa, não recomendo terceirizar essa pessoa, talvez a execução com uma agência web, mas alguém de dentro precisa ser a ponte e trazer essa mentalidade para a organização.

As redes sociais que sua empresa irá participar depende muito de sua estratégia, as mais comuns são:

  • Blog – Um blog corporativo com coisas úteis e práticas, novidades sobre seus produtos e serviços, cases, dicas de uso, sugestões de clientes, perguntas e respostas é uma ferramenta extremamente importante. Vale tomar cuidado para que o blog não seja uma coisa unilateral, precisa ter a participação dos leitores (e isso inclui críticas e saber lidar com elas). Atualize no mínimo duas vezes por semana.redesocais
  • Twitter – É uma forma de comunicação rápida, permite avisar de novidades, problemas, novos artigos no blog, promoções, etc Se bem monitorado pode ser uma excelente fonte de prospecção de novos clientes ou até servir como uma espécie de extensão do seu serviço de SAC. Atualize pelo menos 3 vezes ao dia.
  • Youtube / Facebook / Orkut / LinkedIn – Essas e outras redes sociais permitem criar uma comunidade de pessoas que gostam do seu produto e serviço e querem ver novidades, vídeos, fotos, eventos e outras coisas. Em minha opinião são as que dão o maior trabalho para manter da forma correta, precisa ter gente pensando em conteúdo ou as pessoas perderão interesse nesses grupos.

Existem diversos sites na Internet que permitem integrar todas essas mídias. Por exemplo, quando post um artigo no meu blog, automaticamente vai para o Twitter, LinkedIn e Facebook. Com apenas um clique estou atualizado em todas as minhas redes, isso ajuda a não perder muito tempo

Coloque esse assunto na pauta da sua estratégia, selecione a equipe correta, comece a acompanhar e principalmente: meça os resultados ou serão apenas estratégias soltas que ninguém verá o retorno do investimento.

Se já estiver social conecte-se comigo utilizando os ícones ao lado para acessar minhas redes no Twitter, Facebook, Linkedin e outras.

Nova Seção: Brasil Econômico

Como eu já havia mencionado antes, sou colunista do Jornal Brasil Econômico com uma seção sobre empreendedorismo. A partir de hoje começo a replicar o artigo aqui também 1 dia útil depois que ele sair no Jornal impresso.

Quando falo sobre empreendedorismo, obviamente que é baseado em minha experiência como empreendedor, a observação de outros empreendedores que tenho contato e sempre dando uma “puxada” para os assuntos de produtividade e estratégia que são o que mais gosto.

Esse assunto também está ligado ao novo Programa que vamos lançar em Abril na Triad, com foco em empreendedores. Em breve mais novidades…