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10 dicas para você ser mais produtivo quando vier para o Vale do Silício e San Francisco

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Desde que comecei a empreitada do Goboxi eu praticamente estou mais aqui em San Francisco do que no Brasil. Minha intenção por enquanto, não é residir aqui. Tenho muita coisa rolando no Brasil e preciso ficar no bate volta mesmo. Porém, com tantas idas e vindas a gente vai aprendendo alguns macetes. Na minha opinião, separei algumas dicas para quem estiver afim de visitar esse ecossistema empreendedor e tirar maior proveito:

1 – Visitas em Grupo

Eu recebi hoje na minha página uma pergunta do porque não criar uma “excursão de empreendedores para o Vale”. Pergunta interessante, pois esse modelo de “turismo empreendedor” está bombando ai no Brasil. Se antes a Tia Augusta levava você para a Disney, agora você tem diversos empreendedores que tem como “hobby” serem a Tia Augusta aqui do Vale do Silício.

Se você nunca veio para os Estados Unidos, seu inglês é básico e não tem nenhuma conexão por aqui, sem dúvida essa opção é válida, pode te dar acessos a empresas e locais onde sozinho você nunca conseguiria ir. Porém, está rolando até excursão onde o povo vai na “Best Buy” (similar a FastShop para quem não conhece) para ver como o modelo de varejo americano funciona ou que param na porta do Facebook para tirar foto do lado do “like”. Enfim, seja seletivo na escolha, vejo o roteiro, veja se terá visita dentro da empresa, se vão dar algum conteúdo interessante de verdade. Se não tiver nada disso, pede pelo menos um bonezinho para não se perder… tipo a Tia Augusta dava para as crianças lá na Disney.

2 – Planeje com antecedência

Não adianta querer visitar sem ter um bom plano do que vai fazer por aqui. Chegar e sair buscando o que fazer não rola muito. Isso inclui inclusive hotéis, carro e deslocamento. San Francisco é uma cidade cara para estacionar (você chega a gastar US$ 30 por até 3h), e ir a pé nem sempre é viável, por isso criar um roteiro de visitas que permita colocar o carro em um local central e se deslocar a pé em reuniões perto ajuda bastante. Eu fiz as contas e pelo meu nível de deslocamento usar taxi, uber ou Zipcar ficaria praticamente igual a alugar um carro, então prefiro ter o carro. Claro que tem os defensores da caminhada, ônibus, carona, bicicleta, etc. até porque a região é bem servida de transporte público, mas para meu budget o carro não mata, ai vale analisar o seu.

3 – Use o linkedin para reuniões

Quando eu preciso de algum perfil para alguma coisa eu gosto de procurar no LinkedIn e começo uma conversa com a pessoa. Aqui nos EUA isso realmente funciona. Em geral consigo um café para discutir algum assunto. Claro que isso não é do dia para a noite, por isso faça sempre o mais rápido possível. Reciprocidade funciona muito para persuadir alguém a te receber. Sempre pense o que você pode dar para a pessoa. Eu consegui o contato de um professor de Stanford, pois falei que era especialista em produtividade, ai ele disse que realmente seria muito bom ter mais tempo. Eu falei que o dia que ele me encontrasse daria 5 dicas de Windows e E-mail que iam dar pelo menos 30 minutos a mais por dia pra ele. Resultado: café aceito e algumas indicações de alunos para entrevista de trabalho para Goboxi.

4 – Para criar networking procure por eventos

Existem algumas comunidades aqui no Vale que conectam pessoas, aliás essa é a pegada por aqui: um ajudando o outro a criar conexões. A BayBrazil por exemplo, presidida pela Margarise (brasileira que mora aqui há mais de 20 anos) tem diversos eventos desse tipo e pode ajudar você a dar os primeiros passos no mundo empreendedor por aqui. Eu gosto também de ver o site Meetup.com ou Eventbrite.com, que tem diversos eventos legais acontecendo. Selecione aqueles do seu interesse, faça sua inscrição e no evento faça contatos. Com certeza descobrirá outras coisas que estão rolando do seu interesse na região. Aliás esse pode ser um excelente assunto para perguntar para alguém no Linkedin que ainda não conhece.

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5 – Tenha foco, mas seja flexível

Foco e flexibilidade parecem palavras antagônicas, mas na verdade são complementares. Se você não tiver foco, vai se perder aqui no Vale. Com tantos eventos, reuniões, pitchs, competições, lugares e empresas para visitar, você vai ficar com a agenda apertada. Vai ter muita ação para pouco resultado. Crie um plano e fique focado nele. Porém se algo realmente interessante aparecer, que tenha uma relação direta com o que você está buscando, então seja flexível e adapte sua agenda para isso. Sem plano vai se perder. Sem flexibilidade vai perder sacadas. Tenha os dois sempre.

6 – Utilize um coworking

Se quiser respirar um pouco do dia a dia empreendedor do Vale, procure um espaço de coworking e passe uma tarde trabalhando por lá. Faça contatos, troque cartões, pergunte sobre as empresas que estão ali e participe dos happy hours. Eu tenho uma opinião bem definida sobre coworking conforme já escrevi em um artigo anterior, mas nesse caso eu realmente recomendo a experiência. Se quiser recomendações: WeDoWork, Geekdom, StartupHQ, CitizenSpace ou Founder Space.

7 – Não seja Tonto

Esse não vale só para o Vale do Silício, mas é vital reforçar. Se você for viajante de primeira viagem, saiba que aqui as leis funcionam e são aplicadas de verdade. Então cuidado com a cultura do “jeitinho” pois aqui o “jeitinho” pode te dar problemas. Eu já tomei multa por 2 minutos que deixei vencer o meu estacionamento. Eu quase fui preso e tive uma arma apontada pra mim, pois não achava minha carteira no carro e fiz movimentos bruscos quando ele mandou ficar parado. Sair pulando feito uma gazela alegre na Av. Paulista, depois de uma balada pode ser normal por ai, mas aqui vai dar meleca. Você pode ser preso por intoxicação pública. Seja turista, se está em Roma seja Romano, não seja babaca.

8 – Cuidado com segurança

Pode parecer estranha essa dica, mas eu tive o carro de um amigo arrombado, parado no estacionamento da Union Square (San Francisco) enquanto estávamos jantando. Claro que aqui não vai rolar sequestro relâmpago, mas não dá para dar mole. Se estiver de carro, deixe tudo no porta malas e nada visível se não quiser visitar a Polícia.

9 – Tenha telefone e Internet

Ficar no Vale sem Internet é tipo visitar a Itália e não comer massa. Aplicativos como Waze, Yelp, GasBuddy, AmazonMobile e Hotel Tonight são muito bem vindos e para isso você precisa de Internet. Se você for em qualquer loja AT&T ou T-Mobile pode comprar um chip com Internet e ligações ilimitadas para o Brasil por US$ 60. Para evitar o roaming e receber chamadas do meu celular no Brasil aqui nos EUA, eu uso o KICKSIM, que é um serviço gratuito que direciona as minhas chamadas aqui para o meu celular dos EUA sem pagar roaming, ou seja, nada de pagar valores absurdos para Vivo, TIM, Claro, etc.. é de graça e funciona perfeito.

10 – Dica de Roteiro

Para fechar, eu fiz um roteiro que costumo mandar para meus amigos com locais para uma visita turística, depois que acabarem suas reuniões de negócios (claro que apenas lugares bons e nada maligno com uma maçã).

1 – FACEBOOK: 1601 Willow Rd, Menlo Park, CA 94025

2 – Google’s lugar da fundação (1998): 232 Santa Margarita, Menlo Park

3 – Hewlett-Packard Garagem (1937), onde William Hewlett e David Packard começaram a HP: 367 Addison Avenue, Palo Alto

4 – Google First Office: 165 University Avenue , Palo Alto

5 – Frys: 340 Portage Ave, Palo Alto, CA – alternativa a Best Buy com o triplo do tamanho‎

6 – Stanford University: 450 Serra Mall, Stanford, CA 94305

7 – Google: 1600 Amphitheatre Pkwy, Mountain View, CA 94043

8 – Computer History Museum 1401 N Shoreline Boulevard, Mountain View, CA 94043

9 -  The Intel Museum and Intel Museum Store – 2200 Mission College Boulevard – Santa Clara, CA 95054

10 – The Tech Museum of Innovation -  201 South Market Street -San Jose, CA 95113

Espero que sua visita seja produtiva. Se tiver alguma pergunta, faça um comentário. Assim que juntar uma quantidade bacana de perguntas eu faço a parte dois desse post com as respostas que eu puder responder.

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Quem deve criar a cultura produtiva da empresa?

Outro dia estava em uma reunião com empresários, compartilhando dores e soluções na vida empreendedora e uma questão interessante foi levantada. Um deles, sócio de uma empresa com pouco mais de vinte profissionais, insistia que precisaria de uma gestora de RH para criar uma cultura na empresa.

A discussão foi longe, mas muitos empresários tem a mesma visão: que RH é milagre! Claro que um RH na empresa é essencial para ajudar a empresa a decolar, recrutar, criar políticas, aumentar qualidade de vida e desenvolver e apoiar a liderança.

Porém criar uma cultura produtiva na empresa não é papel do RH, do gerente, do diretor. É papel do empreendedor! Do dono! Do acionista.

O conceito de cultura é grande para o tamanho desse post, mas vamos dizer que cultura é criada através da missão, visão e principalmente dos valores que a empresa pretende seguir.

bussola3E quando falo isso, não tem nada a ver com aqueles quadros que todas as empresas têm na recepção, que no mínimo são inúteis. Tem a ver com atitude, com tomada de decisões, com os princípios mais essenciais da empresa e com o tom que a empresa terá internamente e para o mercado.

Delegar a criação da cultura é no mínimo estranho. Vamos supor que você seja o empreendedor e delegue isso para um cara do comercial que você contratou e quer assumir isso. A empresa vai ter a cara de quem? Do cara do comercial, dos seus valores de vida, da sua visão de mundo, etc. O que pode ser ótimo, mas que talvez não seja a cara do empreendedor. Mais cedo ou mais tarde, o empreendedor deixa de usar ou pior, perde a paixão pelo negócio.

Claro que você pode ter uma consultoria para te ajudar nisso, de diretores, do RH, mas a decisão, a forma, as palavras são suas. Cultura é a coisa mais importante que uma empresa pode ter, principalmente no começo. Não é RH que faz cultura. RH ajuda. Gerente ajuda. Diretor ajuda. Dono faz.

E isso precisa ser vivido no dia a dia. E dia a dia é como o empreendedor, com a equipe. As pessoas precisam ser contratadas com base nisso, precisam ser recompensadas por isso, os projetos e as decisões tomadas precisam ser guiados por esses princípios. Não é enfeite, quadro, marketing. É estratégia.

Existem dois casos clássicos desse conceito. Na Zappos, empresa de sapatos adquirida pela Amazon, foi o dono, o Tony que fez, escreveu e disseminou os valores. Depois que isso tá pronto, ai a equipe faz o “spread”.

O que faz o time do Jorge Paulo Lemann faz quando compram uma empresa? Colocam algum dos sócios para criar a cultura na empresa.

Na sua casa é a mesma coisa. Quem cria a cultura? Os sócios da casa! (em alguns casos A sócia majoritária). Se você não tem uma empresa, mas tem uma equipe o conceito vale do mesmo jeito. Se você não tem uma equipe a coisa vale para sua vida também.

Não espere milagre do RH, de ninguém, faça acontecer por você e quando estiver começando a andar sozinho, ai sim pense em delegar! Por isso ache tempo para o estratégico ao invés de ficar só no operacional.

Quer saber mais? No Triad Empreendedores, ensinamos a criar essa e outras estratégias para tornar a empresa mais produtiva.

Bbom, TelexFree, Polishop: vale a pena investir seu tempo no marketing multi nível?

Dando continuidade aquele post que falei sobre como trabalhar poucas horas na semana, quero falar sobre essa onde de empresas que usam o modelo de Marketing Multi Nível (MMN) e também o mercado de afiliados (que publicarei em post separado na próxima semana).

1 – Marketing Multi Nível

Em primeiro lugar, eu não estou aqui para recomendar ou criticar algo. Cada um tem que avaliar o que acha, se é condizente com sua vida, possibilidades e princípios antes de tomar a decisão.

Hoje no mercado, proliferou uma série de empresas que estão usando esse mmnmodelo de venda para seus negócios, que não é algo novo, na verdade existe desde 1941. Marketing multi nível (MMN) é uma forma de venda de produtos ou serviços, através de uma rede de pessoas. Você se filia a algum vendedor, você pode recrutar outros vendedores, ganhar uma comissão sobre as vendas deles e assim por diante. Isso é lícito quando se tem algo realmente a vender e todos ganham.

Agora existe o conceito do esquema de pirâmides, que basicamente ganha dinheiro pela movimentação e recrutamento de novos filiados para a rede, sendo que na maior parte das vezes não vende nenhum produto/serviço de fato, pois o ganho está apenas no próprio esquema da montagem da rede. Chega uma hora que esse modelo quebra e as pessoas perdem dinheiro, isso é ilegal e pode dar cadeia. O Fantástico recentemente fez uma matéria sobre as suspeitas da Telexfree, como uma empresa que usa esse esquema. Um amigo que faz parte da Telexfree disse que está muito feliz com o resultado e que é apenas intriga da oposição.

Se você se afiliar a uma empresa séria, com bons produtos ou serviços, de credibilidade no mercado, baixo índice de reclamações e alto nível de solução (porque toda empresa não importa qual seja o setor vai ter reclamação) pode ser uma alternativa para fazer um dinheiro extra.

Como eu não participo de nenhuma operação de MMN, não sabia dizer se é um negócio realmente bom ou ruim. Então pedi no meu Facebook alguns depoimentos e tive os dois lados da moeda. Junto com esses depoimentos preparei algumas dicas sobre esse mercado:

  • Antes de entrar de cabeça em alguma operação de MMN, veja se você tem condições de tempo e dinheiro para entrar nesse negócio, pois são duas grandezas que serão exigidas de você. Se estiver no limite em alguma delas, talvez seja o momento de repensar.
  • Pesquise empresas, órgãos e associações como Reclame Aqui, ABVED, Procon, etc. antes de colocar seu nome vinculado a alguma empresa
  • Consulte amigos e colegas que tiveram boas e más experiências antes de tomar sua decisão
  • Todo negócio exige dedicação para dar resultado, por isso, se entrar, crie um bom plano de ação, defina uma meta para sua participação, crie um monitor com indicadores com seus resultados e planeje. Reserve um dia fixo na semana para “revisar a estratégia desse plano”, bem como dias para vendas e apresentações. Tenha um limite, senão vai prejudicar outras áreas da sua vida.
  • Tente automatizar ao máximo sua operação, pense nas coisas que faz repetitivamente em geral são perfeitas para serem automatizadas de alguma forma.
  • Não seja chato com o mundo, não é porque você bebe suco de tomate que todo mundo tem de beber também. Pegue leve, as melhores vendas, são as de influência não as de insistência. É a diferença entre vender uma vez e vender sempre.
  • Não arrisque tudo na mesma cesta. Não é legal sair do emprego e entrar de cabeça. Vá aos poucos, sinta o resultado e quando tiver uma rede de segurança, ai sim pode pular. Dê tempo ao tempo.
  • Milagres acontecem, mas só Deus para fazer. Não ache que vai trabalhar uma hora por semana e ganhar R$ 100 mil por mês. Com bons produtos e serviços, você terá mercado garantido, porém exige esforço, envolvimento e persistência.

Veja os depoimentos na íntegra, de duas pessoas que falei pelo Facebook (pode entrar na minha lista de amigos e procurá-los diretamente se quiser):

Adriano Pena

Eu sou educador financeiro e pequeno empresário e estou sempre a procura de novas maneiras de geração de renda para o meu portfólio financeiro. Quando escutei falar do MMN achei interessante e promissor, quando feito da maneira correta, sustentável e responsável, nada de pirâmides financeiras. Esses foram os motivos que me levaram a entrar no negócio.

Este é um negócio em paralelo ao meu negócio atual, por isso, não tenho dedicado o tempo que gostaria para que o negócio cresça, mas em média dedico cerca de 10 horas por semana de segunda a sexta e eventualmente 3 horas nos sábados.

Para vender utilizo Internet (facebook e twitter) e contatos pessoais com amigos, parentes etc. pessoas do meu relacionamento. Tenho pretensões de pelo menos dobrar o tempo dedicado ao negócio até o final do ano.

Ainda não tenho resultados financeiros satisfatórios, mas acredito que dentro de mais um ano posso colher os resultados que imagino.

OBS. Entrei na Polishop por entender ser uma empresa séria com ótimos produtos e oportunidades. Existem outras empresas do MMN que também se enquadram nesses requisitos, como por exemplo: RACCO, AVON, NATURA, CIDIZ etc. Mas, em minha opinião BBOM, TELEXFREE, BLACKDEVER, PRIPLES são pirâmides financeiras disfarçadas de MMN. Isso acontece porque o MMN ainda é novo no Brasil e o brasileiro tem a cultura de querer ganhar dinheiro sem fazer nada, assim esse tipo de coisa ainda pega por aqui.

Sempre falo para as pessoas que desejam entrar no MMN que busquem informações no site da ABEVD. Em minha opinião este é o primeiro sinal de que o MMN está sendo feito da maneira correta.

Foi um grande prazer poder contribuir para seu texto, espero que possa ter ajudado. Conheço seu trabalho e admiro muito. Quando precisar pode contar comigo!

Luiz Carlos Do Nascimento

1 – Por que você escolheu entrar no mercado de MMN?

Ganho 100%

2 – Quanto tempo em média você dedica semanalmente para esse negócio?

Menos de 5h.

3 – A escolha do MMN fez você sair do emprego e trabalhar de casa ou consegue conciliar os dois?

Não Precisei sair do Emprego,Concilio bem as duas funções.

4 – Que meios você utiliza para vender seus produtos? Internet, visitas, call center, etc??

Demonstro o produto pessoalmente.

5 – Os resultados são satisfatórios para você?

Sim, sem muito esforço em 10 dias fiz quase um salario mínimo liquido de lucro. Vou continuar.

Como qualquer coisa na vida, exige uma boa dose de avaliação e ponderação. Não tenha pressa para tomar sua decisão.

Ache tempo para seu dia perfeito. O mercado não é a mamãe.

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Recebi um e-mail de um empresário Santista, falando sobre concorrentes que estão expandindo suas áreas de atuação e por consequência tirando clientes de outras empresas. Essa carta pode ser encarada de duas formas: primeiro que sem dúvida temos oligopólios Brasileiros que manipulam e destroem a concorrência de forma predatória e isso realmente precisa de regulamentação e punição na esfera federal.

A outra forma de encararmos essa carta é a esfera que podemos atuar, que está dentro da nossa atitude como colaboradores, líderes e empresários de mudar o nosso mundo.

O mercado não é sua mãe, não é seu amigo ou seu cachorro que sempre vai estar abanando o rabinho para você. O mercado é simplesmente uma força de oportunidades para todos. Alguns agarram, outros simplesmente deixam a coisa passar. Não se pergunte por que seu concorrente “roubou” seu cliente. Pergunte o que você deixou de fazer para perder seu cliente.

Tempo é a chave nessa questão. As pessoas dentro da empresa estão tão cheias de coisas urgentes para fazer, coisas operacionais, coisas sem importância ou simplesmente coisas que não ajudam a empresa a evoluir, que não conseguem enxergar que as oportunidades do mercado estão sendo pescadas por pescadores mais preparados, mais equipados e com certeza, com mais recursos de tempo.

Isso não é algo novo. Isso existe desde sempre.

Eu gosto muito da história do Andrew Carnegie, um empresário que começou como mensageiro de uma empresa de uma empresa de telégrafos e se tornou o maior empresário do aço dos EUA. No começo da empresa, ele focou totalmente em aço para as ferrovias, que era o grande negócio na época. Só que de repente o mercado mudou, elas pararam de comprar. Você acha que ele sentou, olhou pela janela e escreveu uma cartinha para as ferrovias, para o presidente e para a imprensa, dizendo que outros grupos estavam vendendo ferro também? Não. Ele parou e foi achar novos mercados, foi dedicar tempo para aprimorar a produção e começou a apostar em um novo modelo: aço para construção civil que nem existia na época. Criou um mercado ainda maior do que o anterior.leitederramado1

Chorar ou inovar é uma escolha sua. Em todas as áreas. Seu emprego está chato, não te motiva mais e você sabe que pode fazer mais? Porque não conversar com seu líder e achar formas de melhorar? Que tal dar uma nova chance e achar um sentido no dia a dia? Por que não procurar outra oportunidade? Por que não desenvolver sua carreira e procurar novos ares? São tantas opções que temos de escolher fazer o diferente.

Hoje é o dia perfeito. Hoje é o dia em que você levanta a cabeça, olha o horizonte, olha a posição atual e toma a atitude de ser melhor. Hoje é o dia que você deixa de chorar o leite derramado e aceita sua responsabilidade nesse resultado. Hoje é o dia que você vai procurar alternativas.

Reserve um tempo na sua agenda para pensar nisso. Coloque um horário mesmo, em um dia que não tenha nada que te faça cancelar. O nome do compromisso? Reunião Comigo Ltda – Momento de Escolher Melhorar.

Até o próximo

Quer mais tempo? www.eprodutivo.com

5 coisas para pensar antes de empreender

Recebi uma pergunta por e-mail do Renato que vale o post de hoje:

“…tenho vontade de ter minha própria empresa, nada específico, apenas gostaria de fazer as coisas do meu jeito, pois discordo de varias atitudes dos gestores nos quais já tive contato e, porém não consigo encontrar algo que necessite de pouco dinheiro para iniciar…“

O vírus do empreendedorismo está no ar! Nunca na minha vida ouvi tanta gente falando que quer abrir um negócio próprio. Porém questões como essa acima e outras limitam as pessoas a buscarem seu sonho. Acho que vale discutir alguns pontos importantes sobre empreender:

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1 – Empreender não é para todos – Não tem nada de errado em ser funcionário. Muito pelo contrário. A maior parte dos empreendedores quebram no 1º ano, pois simplesmente não tem o perfil. Ser funcionário tem certa estabilidade, benefícios e um volume menor de preocupações. Empreender não é fácil, é preciso ter paciência, persistência e gostar de adrenalina, pois o começo é bem difícil. Se o seu emprego te traz realização, estabilidade financeira e bem estar, repense 10x antes de querer empreender.

2 – Dinheiro para começar – A maior parte das empresas de serviço requerem um investimento mínimo de capital inicial, e permitem crescer aos poucos. Por outro lado, franquias, empresas de varejo, indústria, etc exigem um volume de capital maior para começar. Avaliar o capital necessário é o primeiro passo para saber se dá ou não para entrar de cabeça. Se a verba é muito curta, tome cuidado, pois os negócios não crescem do dia a para noite e a maior parte deles fecha por problemas de fluxo de caixa. Dinheiro faz dinheiro, não importa se é muito ou pouco, o importante é saber usar nas coisas certas.

3 – Como achar o MEU NEGÓCIO? – Não existe uma fórmula para achar o negócio certo, mas se você ainda não sabe o que fazer é preciso ligar as antenas. Primeiro identifique claramente o que gosta de fazer e o que não gosta. Isso ajuda a ter maior clareza e a focar apenas no que realmente te dá tesão. Feito isso, comece a priorizar as coisas que gosta e comece a investigar o mercado dessas coisas. Tem clientes para comprar ou é apenas um hobby pessoal? Quais os concorrentes? O que eu posso inovar para me diferenciar? Qual o custo de início? É um mercado em crescimento? Etc.

Para achar um bom negócio precisa caçá-lo literalmente. Vá a feiras, assista cursos, invista em revistas sobre negócios, faça viagens, seja curioso. O mercado está cheio de oportunidades, mas precisa literalmente caça-las. Quando você menos esperar vem aquele estalo.thinker-347x318

4 – Cuidado com o Palestrante Consultor LTDA – Tenho muitos amigos saindo de seus empregos e investindo no mercado de pequenas consultorias, treinamentos e palestras. Infelizmente 95% deles quebram depois de dois ou três anos. Parece fácil, glamoroso dar palestras, fazer um blog, escrever um livro e vender consultoria para empresas. Porém o que acontece é que no dia-a-dia, a coisa não é bem assim.

Eu tenho um amigo pessoal, que era diretor de uma empresa de grande porte, saiu há 4 anos e resolveu investir no mercado de consultoria com foco em processos de qualidade e gestão de mudança (área que ele tocava há mais de 15 anos). Investiu em um site pessoal, contratou uma agência para fazer sua papelaria, contratou um pedagogo e um designer para montar 3 cursos (que eu achei excepcionais de conteúdo e aplicabilidade), começou a contatar os amigos, clientes e fornecedores do seu networking para divulgar seu trabalho. No primeiro ano, fechou alguns trabalhos e teve um resultado satisfatório financeiramente. No segundo ano, as coisas já não foram tão fáceis, mas andaram. Ano passado tinha pouquíssima demanda, ficava mais tempo no escritório olhando para o teto do que em cliente. Com tempo livre, ele começou um blog, escrevia insanamente (2 a 3 textos por dia!) na esperança de ter mais acessos e comentários. Manteve esse ritmo por 9 meses aproximadamente e só os amigos comentavam no blog. Fez um curso de coach e virou instrutor de uma empresa Inglesa de gestão de mudanças. E mesmo assim não teve resultados satisfatórios.

Mês retrasado ele jogou a toalha. Contratou uma empresa de recolocação para voltar ao mercado. O headhunter recomendou que ele “apagasse” esse passado de consultor da Internet, pois disse que não é bem visto nas empresas. (Eu nunca tinha ouvido isso, mas eu realmente, inconscientemente se vejo no currículo que era consultor nem chamo para entrevista).

Para muitos começar com pequenas consultorias e treinamentos é um primeiro passo para empreender. O problema é que esse mercado esta abarrotado de gente boa e as empresas extremamente seletivas na contratação. Se essa for sua ideia, analise com muita cautela, como vai fazer o crescimento da sua consultoria para os próximos 5 anos, para evitar gastos de tempo desnecessários.

5 – O sonho deve ser compartilhado – Se você quer empreender, é casado e tem filhos ou mora com sua família, é importante envolve-los de alguma forma nesse sonho. No começo a dedicação ao novo negócio é maior e quando a família está junta, ajuda a manter o barco. Se logo de começo a família não te suportar, o fardo fica ainda mais difícil. Por isso estimular todos a sonhar juntos é muito importante.

 

Se você tem o perfil, empreender é um excelente caminho nos dias de hoje. Se eu quebrar todas as minhas empresas, no dia seguinte, eu vou empreender novamente. É um estilo de vida, é contagiante.

Nunca desista dos seus sonhos, eles podem demorar a acontecer, mas não podem deixar de ser feitos.

A Meta e a Jornada.

Eu já falei sobre a importância de se ter metas na vida em diversos posts, é realmente algo que considero essencial para a pessoa dar um próximo passo na sua vida. Se você não sabe o que quer conquistar, fica sujeito as circunstancias do momento e isso realmente é que frustra.

Semana passada, durante uma reunião com um empreendedor de bastante sucesso, no qual estamos implementando um projeto de gestão produtiva com o Neotriad, eu perguntei o que ele diria que foi a chave para ele ter tido tanto sucesso na sua vida. Ele diz que sem dúvida nenhuma foi a sua obstinação para alcançar o resultado.

Ele é um cara que trabalha muito, não tem tempo pessoal, pouco tempo familiar, muito dinheiro, mas que não tenho certeza se valeu tanto a pena assim (ele não soube responder quando perguntei!!!!). Eu prometi que ia escrever esse post para ele e que pode servir também para outros que querem embarcar nesse caminho, da obstinação pela meta.

Felicidade e sentido de recompensa não são alcançados quando a meta é obtida simplesmente. A jornada que leva até a meta precisa ser recompensadora também.

É sutil esse princípio, mas vital. O objetivo final é fundamental, mas o dia-a-dia, bem vivido, compartilhado, com tempo equilibrado é que faz a meta valer a pena de verdade.

Não adianta se matar para alcançar alguma cosia e quando chegar lá estar tão quebrado que não consegue nem aproveitar. Não adianta ter tanto dinheiro se ele só servir para pagar tratamento médico. Não adianta ter muitos bens se não tem uma família para usufruir.

É a jornada para alcançar a meta que precisa ser muito bem pensada, planejada e equilibrada. Lá na frente, talvez não haja mais tempo de voltar atrás e refazer aquilo que foi quebrado.

Para quem está no meio da jornada, vale se perguntar:

– O que faz você realmente feliz? Como esses momentos estão inseridos no caminho até minha meta? O que posso fazer para ter mais prazer no caminho?

Esse clip da música The Climb, interpretado pela Miley Cirus, resume tudo isso! “Não é o que me espera do outro lado da montanha, é a escalada!”, vale investir 3 minutos para refletir: (caso não abra clique aqui)

Você tem infinitas chances de mudar o seu futuro e nenhuma oportunidade de alterar seu passado. É o hoje vivido com sabedoria e alinhado com o futuro que fará a diferença lá na frente! Pense nisso.

Como empreender enquanto está empregado?

O Brasil finalmente acordou para o empreendedorismo! A onda de startups, fundos de capital de risco, gente falando sobre o assunto, finalmente decolou. Desde que comecei a falar de empreendedorismo, em 2001, pelo Empretec, nunca vi um momento tão propício como agora para empreender.

Nesse post, vou focar nos profissionais que querem empreender, mas ainda não tem condições de largar seu emprego atual, ou até por opção, preferem manter a segurança do emprego formal e dar os primeiros passos bem devagar no caminho do empreendedorismo.

1 – Você está realmente preparado?

Empreender não é simples, não é sorte, não é carisma. É dedicação, transpiração, persistência e paixão. Empreender não é para todos, é apenas mais um caminho. A grande maioria (chutando uns 85%) dos empreendedores, nunca chegará a ganhar o que um CEO de uma grande empresa ganharia e com um risco menor. É ilusão achar que todo empreendedor fica rico, viaja três vezes por ano para o exterior, tem tempo para tudo que ele quer. A realidade na prática, é bem diferente.

Se você realmente quer ser “empreendedor funcionário” prepare-se para uma jornada de trabalho de 12 horas no mínimo (8h de funcionário e no mínimo 4 horas de empreendedor). Mais do que nunca você vai precisar de gestão de tempo e produtividade, ou estará no caminho do infarto!

2 – Limite seus papéis por um tempo

Por mais que você queria ser voluntário, fazer um curso sobre vinho, viajar pela Europa, dependendo do tempo ao papel de empreendedor, realizar essas outras atividades será impossível, ou no mínimo, frustrante e cansativo.

Não quero dizer que você não deva ter tempo para você e coisas que te relaxem, muito pelo contrário, elas são essenciais para manter sua energia e disposição. Estou querendo dizer que não dá para fabricar um dia de 30 horas! Vai ter de ser seletivo, limitar, pelo menos no início com esses “pequenos prazeres”.

O importante é colocar um prazo para esse limite (6 meses ~ 1 ano), ou poderá correr o risco de viver tão afogada no próprio negócio que deixa de lado sua vida. Empreender é apenas um caminho, para realizar seus sonhos e ter uma vida com mais qualidade, se isso não está acontecendo, é o momento de rever esse papel.

3 – Automatize ao Máximo a Empresa

O tipo de negócio que vai empreender vai ajudar ou prejudicar em muito sua estratégia. Quanto mais seu negócio puder estar no “piloto automático”, melhor. E isso deve ser feito desde o primeiro dia, não precisa esperar a empresa crescer e ter mais funcionários para criar bons padrões de funcionamento.

Vamos supor que você vai vender objetos de decoração na Internet, da compra no fornecedor até a entrega no cliente, quanto mais o sistema puder te ajudar melhor. Nesse caso específico, existem diversos sites com sistemas de e-commerce que fazem isso com extrema facilidade.

Esse tipo de negócio é bem diferente de, por exemplo, vender doces finos para casamento com a receita secreta da sua tataravó. Nesse caso você vai precisar colocar sua barriga no fogão e perder longas horas na produção. Não é impossível, mas é tudo mais complexo nesse caso.

Pense em negócios que possam ser automatizados, que você possa gerenciar a distância com mais facilidade e que exijam um nível menor de envolvimento no dia-a-dia.

4 – Reforce seu Planejamento Pessoal

Quanto mais você planejar a sua vida em todos os contextos, melhor! Isso significa que você tenha um planejamento que permita sua performance na empresa ser excepcional, não pode deixar a peteca cair no seu trabalho! Ter uma jornada produtiva ajuda você a sair com mais disposição para enfrentar sua vida empreendedora.

Mais do que nunca vou recomendar que você planeje sua semana, conforme detalho na metodologia Triad e faça o planejamento mensal, que ajuda a ter uma visão maior do todo e permite prever situações de urgências com maior antecedência.

Vale também a dica de centralizar tudo o que você precisa executar em uma ferramenta online! Claro que o Neotriad é uma excelente opção, mas tem o meu concorrente BaseCamp que também manda muito bem!

5 – Compartilhe a Jornada

Envolva sua família no processo, elabore planos em conjunto, distribua as responsabilidades, faça a esposa ou o marido participarem do negócio. Se a família estiver por perto, tudo vai ficar mais fácil, além de que esse tempo partilhado pode ser muito gratificante.

Outra opção é ter um sócio, mas selecione muito bem, não é porque é seu amigo, que será um bom sócio! No que ele vai ajudar? Como vão dividir os lucros? Como será o investimento? Quanto cada um trabalha? Se der errado, como será a saída? Essas perguntas precisam estar respondidas antes de começar, depois se der errado, é briga na certa!

Acho que esse assunto rende mais posts! Então se tiverem sugestões para dar andamento serão muito bem vindas!