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Insights em conflito: Brasil X EUA

Tem um tempinho que não escrevo aqui no blog. Estou preferindo usar vídeos para passar os insights que costumava passar por aqui, porém me faz falta escrever aqui também… então resolvi voltar. Devo postar com um pouco menos de frequência que antes, mas estou de volta.

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Quem tem me acompanhando nas redes sociais ou no e-mail semanal, sabe que estou passando bastante tempo em San Francisco, EUA. Comecei ano passado com uma empresa e agora estou com outras iniciativas por lá. Acho que estou começado a absorver o mindset americano para negócios e gestão, o que tem gerado alguns conflitos com meu mindset brasileiro. Pode parecer óbvio e até idiota para alguns, mas quero compartilhar esses pensamentos com vocês:

· Amigos, amigos, negócios a parte – Aqui no Brasil temos uma lealdade maior a amizade que ao negócio. É comum você aguentar um funcionário ineficiente ou um sócio que não traz muitos resultados. Por lá, isso é altamente criticado e mal visto. Um advogado me falou que se eu realmente quisesse crescer, eu precisaria ser um “bad boy”, algumas vezes, colocando o resultado a frente de qualquer relação. Isso soa péssimo, não é verdade? Porém, se você olhar para os caras que cresceram de verdade (tipo Zuckerberg, Jobs, Gates, etc.), eles tinham um foco no business em primeiro lugar. Enfim, ainda tento manter o jeito bonzinho do brasileiro com o direto do americano, vamos ver até quando essa dualidade vai aguentar.

· Cresça rápido ou volte para casa rápido – A minha mentora lá, já me disse essa frase umas 500 vezes. Sabe aquela coisa de você ter um crescimento sustentável de 10 usuários hoje, 20 mês que vem, 100 até o fim do trimestre? Esquece! Ninguém vai colocar dinheiro em você se você não crescer realmente rápido. Isso está mexendo com meu ponto de vista sobre startups aqui no Brasil. Investir em uma ideia semente ou algo já com tração? Aí, você se pergunta: Se eu tiver tração para que preciso de investidor? Bem, sem tração, você não vai ter nada.

· Qualidade de vida é para os fracos – É um crime para minhas orelhas ouvir isso, mas tem sido uma constante. Os caras dão um valor incrível para aquele empreendedor que chega às 7h da manhã e sai às 22h. Trabalhar duro é sinônimo de sucesso para muitos por lá. Quando eu venho com o meu conceito de trabalhar de forma inteligente, com mais resultado, eles me olham torto. Problema deles. Isso é um valor meu, uma realidade, uma coisa que é possível e isso nunca vai mudar, dane-se o que eles pensam! Auhauhau…

· Eu sou sua mentora, não sua amiga – Aqui a gente tem mania de transformar todo mundo em amigo, o que é normal. Lá, eles podem ser super próximos de você, mas se tiverem uma relação profissional, é difícil eles cruzarem a linha para a amizade. Meu co-founder que é americano, é meu amigo, vem na minha casa e tal. Porém, a amizade nasceu antes da empresa. Minha mentora, que é uma super empreendedora, investidora, etc. vive dizendo que me adora, me dá um baita apoio, mas já disse várias vezes que é minha mentora e não minha amiga. Cruel, não? Mas é verdade. Quando eu fazia mentoring para CEOs, eu sempre falava isso, porque quando criava amizade, o processo de mentoring acabava prejudicado em algum momento. Passado o mentoring, pode nascer uma verdadeira amizade, antes disso pode atrapalhar a objetividade dos feedbacks.

· Americanos são fofos – O pessoal diz que americano é frio. Mentira. Americanos, quando você os conhece e convive com eles, são iguais a gente. Super atenciosos, amorosos, amigos, ajudam, etc. A relação pessoal com eles é muito boa. Não posso reclamar. Isso não contradiz o que disse acima. O que muda é a relação profissional, esse papel é muito bem estabelecido e dificilmente cruza barreiras, tendo seus limites (que aqui não temos e por isso sobra mimimi).

· Faça uma coisa bem feita e cresça ao redor disso – Eu conheci a mulher que criou a marca Waze, o posicionamento, etc. Ela era diretora de marketing desde o começo e o insight dela para o Waze se diferenciar no mercado de GPS foi fazer apenas uma coisa bem feita e crescer e criar recursos ao entorno disso. O nosso erro é que quando fazemos algo, queremos adicionar milhões de recursos, imagens, frufrus, etc. Isso só perde foco, tempo e posicionamento. Escolha bem uma prioridade, foque nela e cresça nela! Simples não?

Tem mais alguns insights, dezenas deles na verdade, mas com o tempo vou compartilhando.

Se ainda não assina, veja meu canal de vídeos no Youtube: www.youtube.com/christianbarbosa

Até a próxima!

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10 dicas para você ser mais produtivo quando vier para o Vale do Silício e San Francisco

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Desde que comecei a empreitada do Goboxi eu praticamente estou mais aqui em San Francisco do que no Brasil. Minha intenção por enquanto, não é residir aqui. Tenho muita coisa rolando no Brasil e preciso ficar no bate volta mesmo. Porém, com tantas idas e vindas a gente vai aprendendo alguns macetes. Na minha opinião, separei algumas dicas para quem estiver afim de visitar esse ecossistema empreendedor e tirar maior proveito:

1 – Visitas em Grupo

Eu recebi hoje na minha página uma pergunta do porque não criar uma “excursão de empreendedores para o Vale”. Pergunta interessante, pois esse modelo de “turismo empreendedor” está bombando ai no Brasil. Se antes a Tia Augusta levava você para a Disney, agora você tem diversos empreendedores que tem como “hobby” serem a Tia Augusta aqui do Vale do Silício.

Se você nunca veio para os Estados Unidos, seu inglês é básico e não tem nenhuma conexão por aqui, sem dúvida essa opção é válida, pode te dar acessos a empresas e locais onde sozinho você nunca conseguiria ir. Porém, está rolando até excursão onde o povo vai na “Best Buy” (similar a FastShop para quem não conhece) para ver como o modelo de varejo americano funciona ou que param na porta do Facebook para tirar foto do lado do “like”. Enfim, seja seletivo na escolha, vejo o roteiro, veja se terá visita dentro da empresa, se vão dar algum conteúdo interessante de verdade. Se não tiver nada disso, pede pelo menos um bonezinho para não se perder… tipo a Tia Augusta dava para as crianças lá na Disney.

2 – Planeje com antecedência

Não adianta querer visitar sem ter um bom plano do que vai fazer por aqui. Chegar e sair buscando o que fazer não rola muito. Isso inclui inclusive hotéis, carro e deslocamento. San Francisco é uma cidade cara para estacionar (você chega a gastar US$ 30 por até 3h), e ir a pé nem sempre é viável, por isso criar um roteiro de visitas que permita colocar o carro em um local central e se deslocar a pé em reuniões perto ajuda bastante. Eu fiz as contas e pelo meu nível de deslocamento usar taxi, uber ou Zipcar ficaria praticamente igual a alugar um carro, então prefiro ter o carro. Claro que tem os defensores da caminhada, ônibus, carona, bicicleta, etc. até porque a região é bem servida de transporte público, mas para meu budget o carro não mata, ai vale analisar o seu.

3 – Use o linkedin para reuniões

Quando eu preciso de algum perfil para alguma coisa eu gosto de procurar no LinkedIn e começo uma conversa com a pessoa. Aqui nos EUA isso realmente funciona. Em geral consigo um café para discutir algum assunto. Claro que isso não é do dia para a noite, por isso faça sempre o mais rápido possível. Reciprocidade funciona muito para persuadir alguém a te receber. Sempre pense o que você pode dar para a pessoa. Eu consegui o contato de um professor de Stanford, pois falei que era especialista em produtividade, ai ele disse que realmente seria muito bom ter mais tempo. Eu falei que o dia que ele me encontrasse daria 5 dicas de Windows e E-mail que iam dar pelo menos 30 minutos a mais por dia pra ele. Resultado: café aceito e algumas indicações de alunos para entrevista de trabalho para Goboxi.

4 – Para criar networking procure por eventos

Existem algumas comunidades aqui no Vale que conectam pessoas, aliás essa é a pegada por aqui: um ajudando o outro a criar conexões. A BayBrazil por exemplo, presidida pela Margarise (brasileira que mora aqui há mais de 20 anos) tem diversos eventos desse tipo e pode ajudar você a dar os primeiros passos no mundo empreendedor por aqui. Eu gosto também de ver o site Meetup.com ou Eventbrite.com, que tem diversos eventos legais acontecendo. Selecione aqueles do seu interesse, faça sua inscrição e no evento faça contatos. Com certeza descobrirá outras coisas que estão rolando do seu interesse na região. Aliás esse pode ser um excelente assunto para perguntar para alguém no Linkedin que ainda não conhece.

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5 – Tenha foco, mas seja flexível

Foco e flexibilidade parecem palavras antagônicas, mas na verdade são complementares. Se você não tiver foco, vai se perder aqui no Vale. Com tantos eventos, reuniões, pitchs, competições, lugares e empresas para visitar, você vai ficar com a agenda apertada. Vai ter muita ação para pouco resultado. Crie um plano e fique focado nele. Porém se algo realmente interessante aparecer, que tenha uma relação direta com o que você está buscando, então seja flexível e adapte sua agenda para isso. Sem plano vai se perder. Sem flexibilidade vai perder sacadas. Tenha os dois sempre.

6 – Utilize um coworking

Se quiser respirar um pouco do dia a dia empreendedor do Vale, procure um espaço de coworking e passe uma tarde trabalhando por lá. Faça contatos, troque cartões, pergunte sobre as empresas que estão ali e participe dos happy hours. Eu tenho uma opinião bem definida sobre coworking conforme já escrevi em um artigo anterior, mas nesse caso eu realmente recomendo a experiência. Se quiser recomendações: WeDoWork, Geekdom, StartupHQ, CitizenSpace ou Founder Space.

7 – Não seja Tonto

Esse não vale só para o Vale do Silício, mas é vital reforçar. Se você for viajante de primeira viagem, saiba que aqui as leis funcionam e são aplicadas de verdade. Então cuidado com a cultura do “jeitinho” pois aqui o “jeitinho” pode te dar problemas. Eu já tomei multa por 2 minutos que deixei vencer o meu estacionamento. Eu quase fui preso e tive uma arma apontada pra mim, pois não achava minha carteira no carro e fiz movimentos bruscos quando ele mandou ficar parado. Sair pulando feito uma gazela alegre na Av. Paulista, depois de uma balada pode ser normal por ai, mas aqui vai dar meleca. Você pode ser preso por intoxicação pública. Seja turista, se está em Roma seja Romano, não seja babaca.

8 – Cuidado com segurança

Pode parecer estranha essa dica, mas eu tive o carro de um amigo arrombado, parado no estacionamento da Union Square (San Francisco) enquanto estávamos jantando. Claro que aqui não vai rolar sequestro relâmpago, mas não dá para dar mole. Se estiver de carro, deixe tudo no porta malas e nada visível se não quiser visitar a Polícia.

9 – Tenha telefone e Internet

Ficar no Vale sem Internet é tipo visitar a Itália e não comer massa. Aplicativos como Waze, Yelp, GasBuddy, AmazonMobile e Hotel Tonight são muito bem vindos e para isso você precisa de Internet. Se você for em qualquer loja AT&T ou T-Mobile pode comprar um chip com Internet e ligações ilimitadas para o Brasil por US$ 60. Para evitar o roaming e receber chamadas do meu celular no Brasil aqui nos EUA, eu uso o KICKSIM, que é um serviço gratuito que direciona as minhas chamadas aqui para o meu celular dos EUA sem pagar roaming, ou seja, nada de pagar valores absurdos para Vivo, TIM, Claro, etc.. é de graça e funciona perfeito.

10 – Dica de Roteiro

Para fechar, eu fiz um roteiro que costumo mandar para meus amigos com locais para uma visita turística, depois que acabarem suas reuniões de negócios (claro que apenas lugares bons e nada maligno com uma maçã).

1 – FACEBOOK: 1601 Willow Rd, Menlo Park, CA 94025

2 – Google’s lugar da fundação (1998): 232 Santa Margarita, Menlo Park

3 – Hewlett-Packard Garagem (1937), onde William Hewlett e David Packard começaram a HP: 367 Addison Avenue, Palo Alto

4 – Google First Office: 165 University Avenue , Palo Alto

5 – Frys: 340 Portage Ave, Palo Alto, CA – alternativa a Best Buy com o triplo do tamanho‎

6 – Stanford University: 450 Serra Mall, Stanford, CA 94305

7 – Google: 1600 Amphitheatre Pkwy, Mountain View, CA 94043

8 – Computer History Museum 1401 N Shoreline Boulevard, Mountain View, CA 94043

9 -  The Intel Museum and Intel Museum Store – 2200 Mission College Boulevard – Santa Clara, CA 95054

10 – The Tech Museum of Innovation -  201 South Market Street -San Jose, CA 95113

Espero que sua visita seja produtiva. Se tiver alguma pergunta, faça um comentário. Assim que juntar uma quantidade bacana de perguntas eu faço a parte dois desse post com as respostas que eu puder responder.

Qual a maior lição como empreendedor?

Recebi uma pergunta aqui no blog do Marcel, que vou explorar nesse post:

“Sabendo que você também começou pequeno e com dificuldades, qual foi sua maior lição como empreendedor e qual a recomendação que você me faria como iniciante.” Marcel Alan Haefliger

Em primeiro lugar eu acho que não existe empreendedor bem sucedido logo de cara, todo mundo aprende a empreendedor com os erros no caminho, então o que escrevo aqui não é uma receita de bolo do sucesso empreendedor (até porque ela não existe), mas os ingredientes que acredito que me ajudaram.

A maior lição que aprendi como empreendedor é que nada vai ser fácil e vai cair no colo. Eu entendo que vou ter de ir atrás e persistir para a coisa acontecer. Caso contrário, simplesmente não vai rolar. Isso significa que de nada adianta eu ter mil sonhos e idéias na cabeça, se eu não tiver capacidade de executar e lidar com os imprevistos no meio do caminho (resumindo: gestão de tempo!)

1 – Procure juntar trabalho com hobby e diversão – Quando isso acontece acho que tudo flui mais fácil, mas nem sempre isso é possível, então a saída é ter sonhos fora da empresa que são realizados quando a empresa vai bem.

2 – Sonhe grande – Até porque se você sonhar pequeno vai sempre ser pequeno. Eu sonho com a Triad Global, se não rolar no mundo todo, mas se acontecer bem na América Latina, EUA e Europa já to feliz. Sonhar grande me faz pensar na empresa a longo prazo e também a estruturá-la para isso, por menor que ela seja. E posso dizer que a coisa tá indo nesse caminho.

3 – Tenha Parceiros – Ninguém faz nada sozinho. Já se foi o tempo do empreendedor centralizador-herói. É preciso saber lidar com gente, com sua equipe, com clientes, com fornecedores. É preciso aprender a colaborar e estabelecer boas parcerias.

4 – Seja Humilde e seja Grato – Quem acha que sabe tudo, não sabe nada e não aprende nada. Eu não sei nada sobre gestão de tempo, to aprendendo um pouco mais no dia-a-dia. Se perder isso, ninguém mais te dá feedback, te dá sugestão, te ajuda. Eu não me importo de receber feedbacks, eles me fazem crescer. Ser grato fazer parte disso, eu cheguei aqui graças a pessoas que acreditaram na minha pessoa. Se eles precisarem eu vou estar lá na mesma hora.

5 – Aprenda a gerenciar seu tempo e da sua equipe – Eu já escrevi alguns artigos sobre isso, mas o empreendedor precisa ter tempo para empreender e ajudar a equipe a ter tempo de executar a estratégia. Sem isso nada acontece. Veja alguns links:

Quando e Como o gestor pode tirar férias tranquilo?

Você sabe a estratégia da sua empresa?

MICROgerencimaneto X MACROgerenciamento

As atividades que precisam estar na agenda do empreendedor

Empreendedores workaholics

Empreendedor ou Escravo?

 

Boa sorte nos seus empreendimentos!

 

ps.: Ajude a construir esse blog! Se tiver alguma pergunta, pode mandar. Uma hora vai ser publicada por aqui!

BLACKHOLE: Qual o buraco negro da sua empresa?

Hoje quero propor uma forma produtiva de fazer a gestão das suas metas corporativas. Chamo esse conceito de Blackhole, ou buraco negro, em português, trazendo similaridades conceituais da sua definição astronômica. De maneira muito simplista, um buraco negro é uma região no espaço que contém tanta massa concentrada que nenhum objeto consegue escapar de sua atração gravitacional. Ou seja, é uma áre a de tamanha intensidade de foco que tudo é “sugado” para esse ponto.

Na minha definição uma “blackhole” é a meta mais importante e fundamental da empresa, que guia a ação de todas as outras metas ou projetos. É basicamente o alvo de toda a estratégia que o empreendedor vai definir.

Muitas empresas criam dezenas de metas para o ano, na maioria das vezes muito mal definidas e com um plano de ação desconhecido. Em metas, quanto menor o número, maior a execução. O conceito de “blackhole” simplifica essa estratégia: uma meta principal que guia todas as outras.blackhole3

Isso não significa que a sua empresa terá apenas uma meta, ela pode até ter mais metas, mas desde que todas sejam metas complementares à meta mais importante da empresa, que será única e dará foco total aos colaboradores da empresa. Fazendo uma analogia da imagem de um organograma, a Blackhole, seria o nível mais alto do organograma e abaixo dela seriam desenvolvidas metas secundárias ou projetos de execução que ajudarão na realização da meta principal.

E como descobrir a meta a meta principal? Simples também: basta entender que o principal objetivo de uma empresa com fins lucrativos é gerar lucro aos empreendedores ou acionistas. Isso significa que a meta BlackHole está sempre ligada a resultados financeiros de alguma forma. Se a meta mais importante da sua empresa não é financeira, possivelmente ela é uma ONG ou qualquer outro tipo de entidade sem fins lucrativos.

As empresas que adotam a estratégia blackhole, conquistam diversas vantagens. Primeiro, facilita a comunicação do objetivo, alinha a equipe, evita confusões e acaba com as desculpas de desconhecimento da meta corporativa.

Outra vantagem é também a facilidade de mensuração do progresso da meta e acompanhamento através dos projetos de suporte. Estes projetos são as atividades de grande duração que serão executadas ao longo dos meses para apoiar a execução da meta mais importante. Se seguir boas práticas para gestão de projetos, as atividades terão mais controle e capacidade de gestão, o que muitas vezes não acontece na gestão de metas.

Pense sobre esse conceito, converse com seus sócios e diretoria, e pergunte: qual o nosso buraco negro que merece todo nosso foco e energia? Que projetos ou sub-metas suportam a execução dessa meta? Experimente o processo e veja os resultados!

Como Empreender Sem Dinheiro – by José Dornelas

Fechei uma parceria com o Prof. Dornelas, maior especialista em empreendedorismo no Brasil para trocarmos conteúdos, pesquisas e soluções. Dornelas tem diversos livros publicados e um portal muito interessante para qualquer empreendedor que esteja começando – www.planodenegocios.com.br . Para começar segue um artigo dele que é uma questão sem dúvida pertinente a qualquer empreendedor: É possível empreender sem ter dinheiro?

Minha primeira empresa fiz com R$ 0, a Triad foi diferente. Eu acho que há sim um equilíbrio nessa questão, mas vamos ao artigo:


Se você perguntar a um empreendedor qual a principal dificuldade de se criar e manter um negócio no Brasil a resposta que ouvirá será: acesso ao capital. Eu diria que o acesso a recursos realmente não é simples no nosso país, mas não considero que este seja o principal problema ou  dificuldade para fazer acontecer. Existem outros empecilhos, alguns dos quais criados pelos próprios empreendedores. Para aqueles que acompanham meus textos sabem que o planejamento, ou a falta dele, sempre aparece nas pesquisas como o principal fator relacionado ao sucesso ou fracasso de um negócio.

Mas voltando à questão de acesso ao capital, hoje em dia existem diversas alternativas para se conseguir recursos, até a “fundo perdido”, para você estruturar e desenvolver sua empresa. A premissa continua sendo a mesma: os projetos devem focar em inovação para terem chances de acessar tais recursos. As linhas existentes geralmente são provenientes de agências governamentais estaduais e do governo federal, sendo destinadas para capacitação de pessoal, pesquisa e desenvolvimento, acesso ao mercado e outras finalidades.moeny

De todas as linhas, as mais atraentes são as destinadas a empresas inovadoras e que não exigem contrapartida significativa. Isso já é um diferencial considerável, haja vista que para a maioria dos empreendedores, conseguir dinheiro em bancos significa oferecer alguma garantia real como contrapartida. Indo direto ao ponto, vou citar apenas três bons exemplos.

Um deles é o projeto RHAE do Ministério da Ciência e Tecnologia e ligado ao CNPq. Através deste projeto, micro e pequenas empresas inovadoras conseguem bolsas para pagar seus funcionários envolvidos nas atividades de pesquisa e desenvolvimento. É como se o governo pagasse o salário de gente muito qualificada para trabalhar em sua empresa. Outro exemplo é o projeto PIPE da Fapesp de São Paulo (existem similares em outros estados da federação). No PIPE a empresa não precisa nem estar criada ainda para que o empreendedor submeta seu plano de negócios com vistas a conseguir os recursos para validar seu projeto inovador e depois colocá-lo no mercado. Há a possibilidade de se conseguir até R$500mil para projetos inovadores no PIPE. Cabe ressaltar novamente que não se trata de empréstimo e sim de aporte financeiro do governo em empresas inovadoras.

Finalmente, cabe citar um exemplo recente decorrente da Lei de Inovação. Trata-se de uma chamada pública da FINEP de subvenção econômica à inovação. Através desta linha de fomento pode-se conseguir a partir de R$300mil para desenvolver projetos inovadores em micro e pequenas empresas.

Então, podemos concluir que se você tem um projeto de negócio inovador encontrará alternativas de investimento para fazê-lo sair do papel. Apesar das grandes dificuldades encontradas para as empresas acessarem recursos financeiros no país, estes exemplos podem ser considerados alternativas extremamente interessantes. A premissa continua sendo a mesma: você deve propor algo diferente. Não adianta recorrer a estas fontes de recursos para projetos tradicionais e em mercados já saturados por negócios similares.
É isso aí.

Para obter mais informações acesse os sites www.finep.gov.br, www.cnpq.br, e www.fapesp.br

Se você quer saber mais sobre como empreender sem dinheiro, leia o livro Empreenda (quase) sem dinheiro.

Dia do Empresário X Vida

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Hoje é o dia nacional do Empresário. Não sei se temos muitos motivos para comemorar, mas de qualquer forma o Governo deveria agradecer ao empresariado que está mantendo a economia nesses últimos anos crescente.

Tenho ouvido de muita gente o sonho de ser empresário, de criar seu próprio negócio e ser dono do seu tempo.  Mas na prática quando isso acontece, o empresário acaba virando funcionário do próprio negócio e fica sem tempo para nada. Eu já empreendo há mais de 14 anos e nesse tempo pude aprender um pouco sobre essa relação de Tempo X Empreendedorismo.

Se eu pudesse dar algum tipo de conselho para quem pensa em abrir seu negócio e continuar a ter tempo para viver, eles seriam:

1 – Abra um Empresa e não um Emprego – Pensa no seu novo negócio como uma forma de investimento para você ganhar dinheiro, que seja a médio-longo prazo independente de sua presença. Isso ajudará você a desde cedo criar uma empresa com processos, delegável, com foco no cliente, com estratégia e não com foco no umbigo do empreendedor.

2 – Planeje, planeje e quando cansar planeje ainda mais – Plano de negócios é o mínimo que sua empresa precisa ter, o que eu estou falando é de um plano de operações, que seria como um manual que sua empresa possui para operar. Como você prospecta clientes? Como presta o serviço? Como emite uma NF? Qualquer pessoa precisa ler o manual e saber fazer a empresa funcionar.

3 – Coloque VIDA na empresa – Não é porque você abriu uma empresa que vai esquecer da família, dos filhos, da esposa e dos amigos. É óbvio que no começo a empresa vai precisar da sua dedicação, mas esses outros papéis precisam estar presentes também. Reserve o dia da família, dos amigos e outros. Não foque demais em algo que pode lhe custar muito caro depois.

4 – Virtual na ALMA – Se você está iniciando seu negócio, ele já precisa nascer web! Isso significa ter um sistema de produtividade web (www.neotriad.com), um sistema de e-mail online (www.gmail.com), um crm online (www.microsoft.com/crm), um sistema de Pabx Virtual (www.locaweb.com.br), um ERP ONLINE (ainda não uso, mas estou na procura) e por ai vai. A empresa precisa ser acessada, gerenciada e organizada de qualquer lugar.

5 – Crie indicadores de produtividade – Como sua equipe executa as ações diárias? O que isso impacta na meta da empresa? Como você mensura o estresse do grupo? Como mensura o sucesso de prospecção de seus clientes? Qual o % de marketing investido que mais gerou receita? Comece certo desde o início, crie métricas, monitore, planeje e acompanhe.

Filme: Sonhando Alto

sonhando-alto Há uns 20 dias eu aluguei esse filme porque o título tem tudo a ver comigo e me atraiu. A história é uma ficção, mas vale a pena dar uma olhada nesse filme.. principalmente se você está naqueles dias desanimados, acabou de ter uma frustração ou simplesmente para reforçar sua auto-estima.

Minha amiga Valéria Nakamura, que também é  consultora Triad fez uma excelente análise sobre o filme:

http://valerianakamura.wordpress.com/2008/07/07/filme-sonhando-alto