10 Perguntas e Respostas para Empreender de forma produtiva

Recebi uma entrevista por e-mail com 10 perguntas de como um empreendedor pode fazer para ser mais produtiva e a empresa ter mais resultados. Como escrever tudo seria muito tempo, gravei um vídeo com as respostas.

Veja o que acha. Serve para quem já empreende e para quem pensa em empreender.

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Link direto do youtube:http://goo.gl/Mju8kK

Empreededorismo e Brasileiros no Vale – Tech Crunch Disrupt 2013

Empreendedorismo em San Francisco

Gravei um vídeo dando um resumo do que vi no evento, aproveitei e fiz a entrevista com o Artur da sTocks, empresa Brasileira de gestão de ativos e estoques excedentes. É a segunda vez dele no evento e bem válido os comentários.

Caso não esteja vendo o vídeo: http://youtu.be/BdjfF741juE

Trabalhar poucas horas na semana é possível?

Recebi essa pergunta por e-mail semana passada e achei interessante de escrever sobre, pois é algo que tem se tornado uma questão comum. A resposta para essa pergunta depende do seu nível de coragem.

Não é possível trabalhar poucas horas na semana se você estiver com o “mindset” de “carteira de trabalho”. O trabalho tradicional não permite você ter um estilo de vida, onde você trabalhe poucas horas na semana. E tão pouco o empreendedorismo tradicional que na verdade cria um trabalho tradicional.

Acho que o primeiro passo para criar uma nova forma de trabalho é definir, o quanto é suficiente de ganhos mensais para você ter uma vida confortável, com espaço para investimentos e correr alguns riscos. Chegando nesse número, aumente em 30% essa quantia. Afinal, temos a tendência de subestimar nossos gastos e superestimar nossas economias, o que na prática se mostra totalmente errado.

Feito isso você precisa achar um nicho de mercado, com base em sua expertise ou até algo novo que possa adquirir conhecimento, que permita gerar essa renda com poucas horas por semana. E não precisa ser político para fazer isso acontecer. A questão não é trabalhar muito, até a última gota de suor, mas trabalhar de forma mais inteligente e com outro ritmo.

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Cada vez que eu volto dos EUA, vejo o quanto esse mercado de “trabalho reduzido” está crescendo. Nesta viagem, conheci uma mulher, que saiu da agência de marketing que trabalhava e decidiu fazer apenas trabalhos avulsos. Ela reduziu sua carga horária para 20 horas semanais e consegue faturar mais do que quando trabalhava na empresa.

Eu tive um funcionário há um tempo atrás que largou a área de vendas de software para ser instrutor de mergulho alguns dias na semana em Búzios. Tem casos e mais casos de pessoas que ganham dinheiro com blogs, comissão de produtos, trabalhos criativos, infoprodutos, investimentos, etc. O MercadoLivre é nosso cliente e ouvi historias de pessoas que ganham muito dinheiro, muito mesmo, só fazendo vendas pelas Internet sem sair de casa.

Possível é, mas não é para todos. A segurança da carteira de trabalho é dura de vencer. Outras pessoas simplesmente não tem esse estilo. Eu por exemplo, gosto de trabalhar, gosto de ter a empresa, funcionários, os desafios, os problemas e os concorrentes. É uma adrenalina que eu curto.

Identifique seu perfil, ache um nicho de mercado, desenvolva um bom produto com uma boa estratégia. Teste a ideia com a segurança do seu trabalho, a hora que sentir que pode dar o próximo passo, procure estratégias para automatizar ao máximo o negócio (vendas, atendimento, faturamento, suporte) e tome coragem! Se você não tentar como vai saber se poderia ter dado certo?

Deixe seu comentário sobre esse tema, se tiver bastante interesse vou voltar nesse tema com mais detalhes.

Até a próxima!

Sua Empresa é Social?

Se você não está levando muito a sério essa onda de redes sociais, é melhor começar a colocar o assunto na pauta da sua estratégia. Uma pesquisa recente, mostrou que o tempo dedicado a redes sociais pelos internautas quase dobrou em um ano. Os internautas de todo o mundo passaram mais de cinco horas e meia em redes sociais em dezembro do ano passado, de acordo com pesquisa mundial da Nielsen Wire. Segundo o levantamento, o número representa aumento de 82% em relação ao tempo que os usuários da web gastaram no mesmo mês do ano anterior.

Em um tempo não muito distantistock-social-network e ter um site na Internet era mais do que suficiente para sua empresa estar na “era digital”. Hoje em dia ter um site é muito pouco, ou para algumas empresas quase nada. Alguns segmentos de empresas, como por exemplo, prestadoras de serviços online, não atraem muita confiança do consumidor se não tiverem um canal de contato rápido como blog, twitter ou fóruns de discussão.

Na Triad, descobrimos que nossa taxa de conversão de vendas triplica quando o usuário passa a nos acompanhar via twitter, blog, youtube ou facebook. “Isso mostra que a empresa está sempre preocupada em fazer coisas novas, nos manter informados. Parece que estamos mais próximos e isso me deu confiança em comprar”, afirma Maria de Fátima, em pesquisa realizada com nossos clientes sobre a decisão de compra após um tempo acompanhando nossas redes sociais.

É um caminho sem volta, se sua empresa quer estar mais próxima do seu cliente, não espere que ele coloque na agenda um compromisso de visitar seu site a cada 15 dias para ver as novidades, isso não existe. As pessoas gostariam de acompanhar sua empresa, se ela der essa oportunidade. E como fazer isso?

O primeiro passo é levar a questão a sério, não adianta começar o processo e parar no meio, fica feio e passa desconfiança de algo que não é atualizado há tempos. Precisa ter alguém responsável por redes sociais na empresa, não recomendo terceirizar essa pessoa, talvez a execução com uma agência web, mas alguém de dentro precisa ser a ponte e trazer essa mentalidade para a organização.

As redes sociais que sua empresa irá participar depende muito de sua estratégia, as mais comuns são:

  • Blog – Um blog corporativo com coisas úteis e práticas, novidades sobre seus produtos e serviços, cases, dicas de uso, sugestões de clientes, perguntas e respostas é uma ferramenta extremamente importante. Vale tomar cuidado para que o blog não seja uma coisa unilateral, precisa ter a participação dos leitores (e isso inclui críticas e saber lidar com elas). Atualize no mínimo duas vezes por semana.redesocais
  • Twitter – É uma forma de comunicação rápida, permite avisar de novidades, problemas, novos artigos no blog, promoções, etc Se bem monitorado pode ser uma excelente fonte de prospecção de novos clientes ou até servir como uma espécie de extensão do seu serviço de SAC. Atualize pelo menos 3 vezes ao dia.
  • Youtube / Facebook / Orkut / LinkedIn – Essas e outras redes sociais permitem criar uma comunidade de pessoas que gostam do seu produto e serviço e querem ver novidades, vídeos, fotos, eventos e outras coisas. Em minha opinião são as que dão o maior trabalho para manter da forma correta, precisa ter gente pensando em conteúdo ou as pessoas perderão interesse nesses grupos.

Existem diversos sites na Internet que permitem integrar todas essas mídias. Por exemplo, quando post um artigo no meu blog, automaticamente vai para o Twitter, LinkedIn e Facebook. Com apenas um clique estou atualizado em todas as minhas redes, isso ajuda a não perder muito tempo

Coloque esse assunto na pauta da sua estratégia, selecione a equipe correta, comece a acompanhar e principalmente: meça os resultados ou serão apenas estratégias soltas que ninguém verá o retorno do investimento.

Se já estiver social conecte-se comigo utilizando os ícones ao lado para acessar minhas redes no Twitter, Facebook, Linkedin e outras.

Equipe Feliz gera Resultados

Estamos vivendo uma época de similaridade no mercado. A grande parte dos produtos e serviços são muito parecidos, qualidade já não é mais diferenciação, é mais do que a obrigação e quem não tiver vai sair do mercado a curto prazo.

O fator preço merece um comentário adicional, mas também já não é tão decisivo como foi em outras épocas. Com o advento da tecnologia e especificamente dos sites de comparação de preço, o consumidor está mais do que nunca no comando. Ele pode rapidamente observar quem tem o melhor preço a oferecer e na maioria dos casos a diferença é praticamente nula.starshutterstock_10000921

Outra  semana estava em uma livraria e vi uma cena que com certeza vai ser mais comum a cada dia. Uma pessoa do meu lado após consultar o preço do livro, começou a navegar no seu smartphone em um site de comparação de preços e viu que o livro estava um pouco mais caro na livraria do que o preço online de outra loja. Ele chamou o vendedor, mostrou o site e perguntou se ele conseguia cobrir a diferença de R$ 7,50 para ele levar o livro.

O vendedor com muita má vontade respondeu que ele não podia fazer nada para cobrir o preço e saiu andando. O cliente deixou o livro e o DVD que ele estava na mão e foi embora da loja. Provavelmente pensará duas vezes em voltar naquela livraria. Provavelmente não foi a diferença que fez ele desistir da compra, mas o atendimento, a falta de carinho com o cliente.

Em um mundo similar e high-tech, o empreendedor precisa estar preocupadíssimo em criar o que faz a verdadeira diferença: uma equipe feliz e de boa vontade para atender seu consumidor. Isso verdadeiramente supera qualquer tipo de processo, certificações de qualidade, sistemas de informática. Pessoas felizes fazem um atendimento excepcional e criam uma equipe feliz, que por conseqüência gera clientes satisfeitos e que com certeza vão voltar e indicar aos amigos.

Isso é óbvio, simples, mas é raro hoje em dia, não é verdade? Qual a última vez que você se lembra de um atendimento excepcional? Sua empresa tem esse tipo de atendimento que você espera? Seu concorrente tem?

Muitos empreendedores acreditam que pessoas felizes são feitas apenas por salários maiores e isso não é verdade. Dinheiro é importante, mas não é tudo. Existem pequenos “mimos” que custam pouco para a empresa e podem ajudar a criar uma equipe mais satisfeita, como por exemplo:

  • Dia do Aniversário – Experimente dar meio período de bônus para o funcionário que fizer aniversário, assim ele pode curtir esse tempo com a família e fazer coisas importantes no seu dia especial.
  • Dê tempo para eles – Processos, sistemas, metas dependem de pessoas e pessoas dependem de tempo. Invista em treinamentos e softwares de administração de tempo e produtividade, com foco em ajudar pessoas a terem maior equilíbrio na sua vida pessoal X profissional. Os resultados são visíveis rapidamente.
  • Alinhe semanalmente o time nas metas importantes da empresa e faça com que pequenas atividades ajudem a refletir nos indicadores das metas, visivelmente.
  • Faça uma pesquisa de sugestões e veja como melhorar o clima na empresa. Pequenas ações podem dar excelentes resultados.
  • Recompense e comemore. Não se esqueça que pequenas vitórias devem ser recompensadas e comemoradas. Por que só fazemos festa de final de ano? Que tal uma festa por fechar um mês acima da metas?

O que faz sua empresa única no mercado? Sua equipe respira e vive esses valores? Da próxima vez que pensar em como melhorar os resultados da empresa, não se esqueça de pensar em como tornar pessoas felizes. Isso deve fazer parte da sua estratégia empreendedora e não apenas do departamento de recursos humanos.

Inovação ou Qualidade de atendimento?

O Charles, que me segue no Twitter, enviou uma pergunta interessante:

A idéia para um negócio deve ser sempre inédita ou como fazer pode ser um diferencial mais relevante?

Apesar de não ser nenhum especialista em inovação, na minha opinião como empresário eu acho que a idéia não precisa ser inédita para ter sucesso ou ser relevante.

focoNa verdade, o que acaba fazendo a diferença é a qualidade do serviço ao consumidor. Na minha opinião, esse serviço diferenciado é composto basicamente por dois grandes fatores:

1 – Confiança

Quanto mais confiança o consumidor tiver confiança no seu produto ou serviço, mais ele irá usar e indicar seus serviços. Se ele tem um problema com o serviço (e isso é normal acontecer), quando ele te procurar e você atender, mesmo que não resolva de cara o problema, mas se você dá atenção e prazo, ele acredita e reforça o elo.

2 – Fazer o seu cliente ter sucesso

Esse é o que mais acredito. Se o seu produto ou serviço ajuda seu cliente a ter sucesso em alguma coisa, ele se apaixona e faz o boca a boca naturalmente. Por isso ouvir o consumidor, o que ele precisa, o que ele quer é uma velha lição que funciona mais do que nunca nos dias de hoje.

Mas para isso você precisa ter tempo de estruturar e criar uma equipe focada no consumidor. E isso é uma lição constante. O modelo de três meses atrás, precisa ser revisado. O padrão que funciona bem, pode ser melhorado. 

Essa semana eu tenho duas tarefas na quinta-feira sobre atendimento a clientes na Triad. A primeira tarefa é analisar os problemas e dúvidas mais freqüentes dos últimos 90 dias. Isso será usado na área de suporte que estamos aprimorando. A segunda parte é recriar o processo de atendimento ao cliente, de forma que a gente consiga atender o cliente em 40% menos de tempo e que nossa equipe utilize menos 2hs/dia a menos para o atendimento.love

Isso significa pegar o processo atual e virar de ponta cabeça. Eu vou fazer isso pessoalmente com o time de suporte. Porque isso é tão importante, que determino como fator de sucesso para a estratégia deste ano.

Para citar uma empresa, que resume a resposta a sua pergunta, e um dos mais recentes cases de sucesso nos últimos tempos é a Zappos, que basicamente vende camisas via Internet.

Mas o negócio de venda, é o menor produto da Zappos. Na verdade, o que eles fazem é vender uma experiência de compra, atendimento e suporte ao cliente. Eles foram comprados recentemente pela Amazon não pelo faturamento ou pelo negócio (que aliás não tem nada de inédito), mas pela extraordinária cultura de atendimento ao consumidor.

Sucesso hoje em dia não é determinado pelo melhor produto, apenas. É um conjunto de produto, atendimento, pós venda e encantamento.

E tudo isso requer planejamento e tempo do empreendedor, para sair das urgências de atendimento do dia-a-dia e repensar constantemente a estratégia de atendimento.

Empreendedor Produtivo desde o COMEÇO

Com a crise se espalhando ao redor do mundo, muitas pessoas estão perdendo seu emprego e não estão conseguindo uma rápida colocação no mercado de trabalho. Sem uma solução em vista para o problema a curto prazo, muitos profissionais estão começando a pensar na criação de seu próprio negócio como uma saída para o desemprego.
     Nos EUA, os cursos para formação de empreendedores estão brotando feito mato. Em New York, o volume de ofertas para cursos, coaching, rodadas de negócio, exposição de franshing, etc, está em alta. Aqui pelo Brasil, algumas franquias já começaram a sentir um reflexo positivo da crise, com o aumento da procura.

     No mês passado recebi dois e-mails com questões sobre esse assunto. Um deles falava da história de um executivo da área financeira, que foi demitido em uma ação de corte de custos da empresa que trabalhava, e como há algum tempo pensava em abrir seu próprio negócio, aproveitou o empurrão. Ele decidiu abrir uma pequena gráfica de impressos rápidos, mas contava que desde que tomou a decisão nunca esteve tão estressado na vida:
     “Eu reclamava que trabalhava 10 horas por dia e não ganhava hora extra. Agora eu trabalho 12 horas, incluindo meus domingos, não tenho tempo para nada, só ganho o equivalente a 4 horas de trabalho e não tenho para quem reclamar.”
     Em proporções diferentes, todo empreendedor (seja ele um “funcionário intra-empreendedor” ou uma pessoa que decidiu abrir seu próprio negócio), passa por dificuldades em gerenciar seu tempo pessoal e o tempo dedicado para a empresa. A frase que mais se ouve é algo do tipo: “No começo, precisa ter dedicação total para depois colher os frutos”.
     A frase é comum, mas não precisa ser uma verdade na vida empreendedora. É possível equilibrar empresa, vida,

família, lazer e dinheiro! Em primeiro lugar, é preciso achar algo que o empreendedor realmente sinta prazer em fazer, caso contrário, qualquer esforço será mais um martírio. E não é muito fácil associar prazer com oportunidade. Muitas vezes pode ser algo que você ame fazer, mas o resultado financeiro não vem. Nesse caso você tem um hobby e não uma empresa.

     Depois de achar a oportunidade certa, que se encaixe no seu jeito de ser, é o momento de desenvolver seu plano de negócios e, quando as coisas começarem a caminhar, é o momento que muita gente nem sabe que precisa existir: É preciso planejar a produtividade da empresa.
     Planejar a produtividade da empresa significa pensar com uma cabeça de que você é um empreendedor e não um funcionário de si mesmo. A empresa vai começar com você em quase todas as funções, mas ela não pode terminar desse jeito.
     É preciso que você planeje os principais processos, que escreva como cada coisa será feita, que tipo de sistema suportará a sua operação. Analise o tempo dessa atividade, questione-se sobre o que pode ser melhorado (mesmo antes de implantar!).
     O resultado é que quando você começar a ter funcionários, não terá um esforço desnecessário de tempo para treinar, retreinar e cobrar. Bastará explicar o processo, acompanhar os primeiros passos, deixar as pessoas acharem os defeitos e ir melhorando gradativamente.
     Ter uma empresa produtiva significa pensar na forma que a equipe irá priorizar as atividades, como entender o que é realmente urgente e que deve ser atendido naquele momento e o que pode esperar por um tempo determinado para ser feito.
     Uma empresa produtiva pensa em deixar as pessoas trabalharem e não ficarem toda hora reunidas em salas de reunião, discutindo o sexo das baratas e saindo de lá achando que são hermafroditas.
     Empreendedor que pensa em produtividade sabe que sua equipe precisará de uma ferramenta de planejamento pessoal e em equipe, como um Neotriad, que ajudará a acompanhar metas, projetos e a planejar seu tempo adequadamente.
     Empresa produtiva é aquela que consegue viver sem o empreendedor por mais de 15 dias na qual as pessoas sabem o que deve ser feito e conseguem evoluir ao invés de simplesmente agir.

STARTUP – Por quê elas deram certo?

Ganhei da minha nova Editora (Agir – Ediouro) o livro STARTUP da Jéssica Livingston que é um conjunto de entrevistas sobre algumas empresas que começaram como Start Ups e acabaram se transformando em grandes sucessos empresariais. As entrevistas foram feitas com empreendedores como:livrostartup

  • Steve Wozniak, Apple
  • Mike Lazaridis, BlackBerry
  • Sabeer Bhatia, Hotmail
  • Evan Williams, Blogger.com
  • Tim Brady, Yahoo!
  • Paul Buchheit, Gmail
  • Caterina Fake, Flickr
  • Charles Geschke, Adobe
  • Blake Ross, Firefox
  • Max Levchin, PayPal
  • Mitchell Kapor, Lotus
  • As histórias são bem legais, tem coisas interessantes, como por exemplo a origem do botão “OK” do Windows, que era na versão original era “Do It”, mas devido a péssima qualidade gráfica parecia “Dolt (bobo)” e não deu muito certo. Conta também as experiências de alguns empreendedores com seus sócios ou com investidores.

    Pelo meu ponto de vista existem alguns fatores que fizeram esses caras darem muito certo, óbvio que não são regras de sucesso (existem muitas exceções em cada uma delas), mas são estratégias que eles usaram como forma de alavancar suas empresas.

    1 – Lugar Certo – Nessa minha ida para NY, conversei com muitos investidores, caras que tem grandes e conhecidos sites na mão. Vários foram categóricos em afirmar: “você conhece algum grande site da Internet que não tenha saído ou comprado por alguém aqui dos EUA??” 

    Na hora você fica meio revoltado, mas é a pura e absoluta verdade! Estou fazendo projetos para web desde 1995, lancei um dos primeiros CMS no mundo, fui investidor ou tive acesso a projetos web fantásticos de grandes visionários. Fui dono de produtora web, agência web, vi empresas quebrarem no estouro da bolha (junto com a minha), ganhei dinheiro de verdade com web, junto com mais um monte de gente aqui no Brasil.

    Tudo muito legal, mas você é capaz de me dizer algum projeto 100% euaBrasileiro que tenha acontecido no mundo? Como um Google, Youtube, LinkedIn, Facebook, Ebay, Twitter, etc??? Por que isso não aconteceu?

    Eu acho que somos tão empreendedores ou até mais que os americanos, temos uma capacidade técnica igual ou superior, somos criativos, temos jogo de cintura e mais um monte de coisas que eles não tem. Fizemos grandes sites no Brasil, mas raramente eles cresceram além das nossas fronteiras.

    Esses empreendedores do livro STARTUP estavam no lugar certo (EUA)! Lugar que pessoas de Venture Capital acreditaram em seus negócios, lugar que os usuários tem cultura de Internet na cabeça, lugar que concentra o maior volume de visionários pensando em mudar o mundo através da Internet. Lugar do Vale do Silício, da Apple, da Microsoft, do Google. Lugar de “seres” que se auto-protegem por se acharem os melhores do mundo.

    Em uma reunião que tive, ouvi de um dos maiores investidores americanos de Internet: “seu projeto é fantástico. Raramente vi algo tão bom sendo feito de forma tão profissional. Sua meta é irrisória pelo mercado que temos aqui. Mas, se descobrirem que não é americano, ele não vai sair do lugar.”

    Infelizmente, ele tem razão. Não adianta acrescentar uma bandeirinha no site e dizer que você também “fala inglês”, é preciso mais do que isso. É preciso estar lá, criar um networking por lá, conhecer os caras grandes de lá, estar perto de quem pode ser seu próximo comprador ou seu maior concorrente. É preciso ser um Brasileiro que nunca desiste na terra do Tio Sam.

    Está fazendo algo grande que pode revolucionar o mundo? Pense que ele tem de sair primeiro dos EUA, depois ele ganha o mundo.

    2 –Venture Capital – Todos da lista tiveram algum tipo de investimento de alguma forma para fazer a empresa crescer. Todos eles contam suas histórias com investidores. O Evan, do Blogger, contou que depois que recebeu o aporte, estimou mal e não tinha dinheiro para manter os servidores da empresa. Se não fosse um segundo round, teria quebrado sem ganhar nada.money

    Eu sempre tive uma certa rejeição a fundos de VC, angels, etc. Sempre achei que alguém no seu cangote, que não está nem ai para seu projeto e só quer receber o dele de volta é loucura e muita pressão para o empreendedor. Mas raramente um projeto grande, consegue se manter grande sem investimento de alguma origem.

    O Brasil está engatinhando no mercado de VC, as empresas que existem investem em empresas de médio para grande porte. Poucas investem em “startups” no estágio inicial de desenvolvimento, como é comum nos EUA.

    Sem dinheiro a empresa dificilmente deslancha, é melhor ter 40% de uma coisa grande, do que ter 100% de uma coisa pequena. Pense nisso!

    3 –Paixão Por Resolver Problemas – A origem das empresas do livro, foram basicamente de empreendedores que estavam atrás de resolver algum tipo de problema, para ele próprio ou alguma comunidade específica. O Blackberry nasceu depois de uma noite mal dormida, com seu filho, aonde ele pensou “eu precisava ter algo pra ver meu e-mail enquanto seguro meu filho no colo”.

    4 – Persistência – Um fator comum a todos os caras que deram certo: persistência. Muitos ouviram “não” de investidores, colegas e família, mas mantendo seu ponto de vista cresceram. Quem desiste fácil não tem sangue para ser empreendedor, nem perca seu tempo.

    5 – Preparo – Eles tinham preparo seja técnico ou gerencial para fazer a empresa decolar. E preparo significa entender que ele não é cara certo para gerenciar a empresa, sair de lado e deixar um CEO assumir.

    Vejo bons projetos, de técnicos-empreendedores, que são excelentes em tecnologia, mas péssimos em gestão, marketing, vendas, relacionamento, etc. Um cara desses comandando uma empresa é insucesso na certa. Ele não tem o preparo para ouvir críticas, para ser questionado, para alterar o produto de acordo com o mercado, para contratar pessoas melhores que ele.

    Veja alguns outros posts sobre esse assunto:

    Empreendedores workaholics

    Falta tempo para os Empreendedores

    Empreendedor ou Escravo?

    Dia do Empresário X Vida

    Já está mais do que na hora de colocarmos o Brasil no mapa das grandes inovações e sucessos empresariais da Internet. Temos gente competente para isso e bons projetos acontecendo. Agora é Acontecer!

    E você, qual sua opinião para fazer o Brasil acontecer de verdade na Internet mundial?

    Gestão de Tempo no EMPRETEC

    Hoje estive no 13o Encontro Internacional de Empreendedores, realizado pelo Sebrae com objetivo de reunir empreendedores de todo o Brasil e empretecos de todo o mundo.

    Durante o encontro, aconteceu a reunião com toda a equipe de facilitadores do Empretec (resumindo: o melhor programa de formação de empreedendores no Mundo, desenvolvido pela ONU e distribuído no Brasil pelo Sebrae). Quase 200 instrutores reunidos, pelo que pude contar, para discutir a migração do seminário Empretec de 9 dias para 6 dias.

    Eu já fiz muitos cursos de empreendedorismo, mas igual o Empretec realmente não há. Alguns dizem que vale mais que um MBA, outros que dá uma reviravolta em tudo. Em 2002 um amigo meempretec-sebrae falou do seminário, fui fazer, me apaixonei e fui convidado para ingressar a equipe de instrutores, a qual faço parte até hoje.

    O Empretec originalmente foi formulado para ser aplicado em 9 dias corridos, mas devido a falta de tempo dos empresários, teve que sofrer um “processo de produtividade” e vai ficar com 6 dias.

    Algumas pessoas me perguntaram sobre essa modificação na duração, hoje deu para entender o processo todo. A mudança não foi jogada. Foi feito um intenso estudo pela equipe Brasileira de instrutores, inclusive com muita estatística dos resultados comparativos entre 6 e 9 dias. Na prática, eles conseguiram criar um seminário com 3 dias a menos mas com o mesmo resultado! E foi a primeira versão aprovada pela ONU que será replicado no mundo todo!!! Talento brasileiro em ação! Muito bom para todos.

    Uma coisa interessante que ouvi hoje foi sobre o estudo das bases motivacionais do empreendedor. Antes achava-se que era principalmente por Realização que o empreendedor agia, mas hoje entendeu-se que é um conjunto de motivos: Realização, Poder, Afiliação e Medo do fracasso.

    O conceito é complexo, depois falarei mais sobre isso por aqui. Enfim, se quiser visitar a feira e ver as soluções do Sebrae, segue o link:

    http://www.aformuladainovacao.com.br/