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Como lidar com o tempo familiar?

Recebi uma pergunta pelo facebook que achei interessante de compartilhar com os leitores, afinal essa pode ser uma questão bem comum:

“…tenho três filhos pequenos e minha esposa é bastante dependente de mim, muitas coisas que considero estar na esfera circunstancial é relativo a ter que sempre estar fazendo coisas para eles. Você tem alguma dica para lidar com esse exemplo?” 

Em primeiro lugar é importante dizer que a classificação entre importante, urgente e circunstancial é algo extremamente pessoal. Para uma pessoa, ir ao supermercado pode ser totalmente circunstancial (algo feito sem vontade, por pura necessidade ou obrigação), já para outras pessoas pode ser algo importante. Não é cabível julgamento nessas situações.

Quando entendemos isso nos tornamos capazes de compreender porque muitas pessoas da mesma família brigam, criam conflitos desnecessários ou até começam a se anular nas relações. O simples fato de termos percepções diferentes da tríade das atividades diárias é fator de confusão. Esse conceito se aplica tanto para uma empresa, uma equipe ou na sua casa.

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Para mim, ir ao supermercado é uma atividade circunstancial, é chato, não tenho o menor prazer em fazer isso. Eu vou porque a minha esposa sempre me pede com aquela cara de agente de imigração e assim fica difícil escapar (as vezes o ‘não’ funciona). Isso não vai mudar para mim – pelo menos não agora. Por outro lado, tenho amigos que amam ir ao supermercado (em geral os cozinheiros), ou seja, é super importante, divertido para eles. Classificação da tríade é algo muito pessoal.

O problema é quando você só faz coisas circunstanciais e nem coloca a sua opinião na relação. Aí fica desgastado, chato e dá aquela vontade de sumir. Só que a outra parte, que está só em casa, tocando o dia a dia, também fica cansada e cheia de coisas que acha que o outro deveria fazer. Em alguns momentos você tem que ceder, em outros precisa aprender a dizer não e certas situações exigem que ambos cheguem a um consenso.

Uma boa forma de trazer essa questão à tona é justamente escancarar as atividades. Sentarem juntos um dia e listarem tudo que o casal, a família realiza. Com os nomes de quem tem sido o responsável pela execução (isso pode te chocar pois em geral a lista é bem desbalanceada) , depois classifiquem as atividades de acordo com a Tríade. Feito isso e analisando as atividades vejam o que pode ser delegado, o que você pode ceder e o que o bom senso pode ajudar.

Inclua também atividades de lazer, passeios, planos de viagem, etc. Essas atividades prazerosas no meio da rotina agitada são estimulantes e fortalecem os valores do casal e da família nos momentos difíceis.

Você deve reservar um tempo para isso na sua agenda, esse tempo para fazer as atividades da família. Sejam elas importantes ou circunstanciais.

Não dá para ter 100% de importante, isso é irreal, mas se ele for maior e bem negociado, as outras prioridades e a vida como um todo pode ficar muito mais fácil.

Pense nisso!

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É preciso conciliar família e trabalho

Esse fim de semana participei do evento CEO’S Family Workshop, do João Doria Jr., que reúne 300 famílias de CEO´S de grandes empresas Brasileiras. É um evento muito gostoso de participar e de ver, por valorizar essa relação entre Pais atarefados & Filhos.

Muitos empreendedores e executivos de alto escalão vivem apregoando por ai que para chegar ao topo é preciso escolher entre o sucesso e sua família. Alguns chegam a afirmar que é impossível ter resultados com equilíbrio.

Eu acho que podemos ter o melhor dos dois mundos, que é sucesso com família junto, ou não vai valer a pena lá na frente. E isso é mais do que uma pressão da empresa, é uma questão de escolha pessoal.

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Enquanto nossos filhos são pequenos, acredito que até seus 15 anos, eles tem uma vontade intrínseca de serem nossos amigos, de querer partilhar o mundo deles, de chamar a atenção, etc. Depois dos 15 (talvez com 13) eles têm seu próprio mundo, seus amigos, suas escolhas e ai quem não vai ter tempo pra gente são eles. Se você não conquistou a amizade, o respeito e o carinho dos seus filhos, depois de certa idade, tudo fica mais difícil, não impossível, mas mais complicado.

Infelizmente a vida não permite que estejamos 100% do tempo com eles (ou felizmente, porque ficar 100% do tempo com meu filho também seria muito chato para ambos!). Talvez quando você saia de casa, eles ainda nem acordaram e quando você chega estão dormindo. Nesse caso a gente precisa é querer criar momentos para os filhos.

As oportunidades são inúmeras, como por exemplo, os finais de semana que você poderia deixar o smartphone e o notebook de lado e passar tempo de verdade com eles. Desenvolver a rotina de jogar videogame ou jogos educativos como um banco imobiliário/jogo da vida, lembrar deles no meio do dia com um simples telefonema e dizer que sentiu saudades e perguntar como eles estão,etc. Se você fica sempre até mais tarde na empresa, porque não pedir ½ período para o seu chefe de um dia mais tranquilo e fazer uma surpresa para os filhos?

Nessa fase de minha vida, apesar do volume de viagens, eu tenho tempo com meus filhos. Quando chego em casa eles ainda estão acordados e conversamos, eu ajudo meu mais velho no computador e estou dando algumas aulas de programação. Eu tenho altos papos com meu filho mais novo, que quer empreender mas não sabe o que ainda.

Eu coloquei o meus mais velho (e agora o mais novo vai entrar) no Tênis de sábado, assim a gente fica na mesma aula juntos e cooperando para jogar, que acaba criando um vínculo de confiança mútua (ele já me contou diversos segredos).

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Para mim é sagrado, pelo menos dois períodos por ano de férias em família, para um lugar com foco nas crianças. Apesar de que o João Doria Jr., o Gilberto Cury (da SBPNL) e outros amigos fazem uma coisa bem interessante, que em breve irei fazer: viagens individuais, de curta duração com cada um dos filhos. Eles dizem que é uma forma de aproximação e doação única! Vou experimentar a fórmula, em breve.

O importante é você se tocar, que de nada adianta você ficar trabalhando 20 horas/dia na empresa, encher o bolso de dinheiro e depois não ter família para aproveitar tudo isso. De que adiantou?

Se você não preenche o tempo dos seus filhos, alguém vai fazer isso por você. Peça a Deus que não seja o traficante, as amizades ruins ou coisa pior. Faça o hoje um tempo que te dê orgulho, quando você tiver 90 anos de idade e olhar para trás.

Faltam 294 dias para você aproveitar com sua família até 2013, vai esperar ficar doente para eles falarem com você ou vai fazer algo AGORA por eles?

Você tem tempo para aproveitar a sua cidade?

Esse final de semana eu tive um dia de turista em minha cidade e achei a experiência fantástica. O meu amigo Gustavo Cerbasi desceu com a família e tive de pensar em um roteiro legal para fazer com as crianças.

A cidade de Santos tem uma série de pontos turísticos que eu não frequentava há muito tempo ou simplesmente nunca fui. Eu conheço melhor New York do que meu quintal e isso é um absurdo! É óbvio que não damos valor aquilo que temos, não é verdade? Por que a grama do vizinho é mais verdinha que a nossa? Por que a namorada do amigo é mais bonita que a sua? Simples: quando já temos e está ali na cara, o simples ato de “saber que temos” tira nossa vontade de usufruir em todos os aspectos, porque queremos mais de outras coisas. E isso nada mais é do que falta de foco ou às vezes uma simples acomodação.

Estamos tão preocupados com o que não temos que nem nos damos conta de que não precisamos de muito mais do que já temos para sermos felizes e aproveitar para valer.

Minha esposa deu a ideia de visitar 1 ponto turístico diferente a cada fim de semana, e aproveitar o que nossa cidade tem de melhor. Obviamente a ideia foi aceita. É usar bem o tempo em família e dar valor as coisas boas e simples da vida.

E você? Conhece sua cidade? Já foi em todos os pontos turísticos e lugares interessantes? O site www.tripadvisor.com oferece várias dicas de locais interessantes. Que tal incluir um bom passeio em família ou com amigos no próximo fim de semana?

Vai que o mundo acaba em 21 de dezembro 2012 e aí quando chegar lá no céu, vai reclamar que sente saudades…

Lições de Carreira, Vida e Empreendorismo no CEO´S Family

Eu canso de elogiar o João Doria, mas depois desse 7o CEO´S FAMILY, ele conseguiu se superar. O evento foi impecável, da organização, às atividades de lazer, os convidados, etc. Tudo excepcional, eu juro que procurei algum defeito, mas não dá para achar. O João sabe como dar uma festa!

Um dos pontos fortes do evento foram as palestras, seguem algumas das lições aprendidas:

1 – Padre Fábio de Melo

Eu ouvi gente antes da palestra criticando a escolha do Palestrante, ainda mais que o vôo dele atrasou (devido fatores climáticos) e tivemos apenas 30 minutos de palestra. Mas no final, todas as opiniões foram alteradas. Foi à palestra mais profunda que ouvi na minha vida, sem sermão, sem demagogia, sem delongas, o Pe. Fábio proporcionou uma profunda reflexão sobre quem nós somos realmente.

Ele falou sobre um conceito interessante de ligação e função, que muitas vezes apenas assumimos uma função com as pessoas que convivem conosco ao invés de uma ligação mais profunda. Desperdiçamos-nos como pessoas fazendo isso e perdemos oportunidades de nos ligarmos de verdade com as pessoas que fazem a diferença na nossa vida. Não percebemos hoje, mas lá na frente sentiremos falta. “De que valerá todo o dinheiro, negociações e poder se não tiver alguém quem compartilhar a seu lado?”

Gostei quando ele falou que todos têm o direito de sermos inúteis e como isso é belo, retornar a “infância” quando a idade avançar. Quando estivermos “inúteis” o que precisamos é ter alguém que nos tire do sol e nos coloque no sol! Mas será que haverá ligações suficientes para alguém fazer isso com você??

2 – Marco Camargo (do programa Ídolos da Record)

Todos conhecem o Marco, como o chato do programa Ídolos, mas ele tem muita experiência, produziu Roberto Carlos, Ivete e muitos outros. Ganhou dois Grammy. Ele conhece do assunto.

Ele estava expondo sobre o que faz uma pessoa ser ídolo. Sua experiência como palestrante é terrível, sem dúvida, ele seria eliminado no “Palestrantes Record”, mas se pegar o que ele falou e linkar no mundo corporativo tem aprendizados valiosos.

Uma coisa legal é que todo mundo nasce um ídolo, nasce com dons específicos para alguma coisa. Algumas pessoas não aproveitam esses dons e acham que podem cantar empreender, palestrar, etc. e ai é que quebram a cara. Quem tem o dom de cantar vai fazer isso muito bem, quem não tem vai ser sempre forçado!

Ele falou que na música talento e disciplina andam completamente juntos. Deu o exemplo do Saulo, que era gago, foi reprovado e no ano seguinte ganhou o programa. Ele treinou, mudou sua atitude, trabalhou seu visual. Persistência com talento pré-existente dá resultado, em qualquer assunto na vida.

Os ídolos caem porque acham que são Deus e de deuses esperamos milagres, quando esses milagres não acontecem a realidade bate a porta! Qualquer semelhança com um líder autocrático, que se acha o máximo é mera coincidência! Vale o exercício de todo o dia olhar no espelho e achar defeitos em você que serão trabalhados até o fim do dia!

Alguém fez uma pergunta se mesmo um cantor sem talento, consegue se destacar. Ele disse, claro que sim. Quem não tem talento, precisa de investimento! “Quantos excelentes músicos da noite não vão para frente? Infelizmente a vida musical é assim!”

3 – Edson Bueno (Fundador da Amil)

Eu estava ansioso por essa palestra, o Edson é um mito, uma lenda viva do empreendedorismo nacional E também porque foi à palestra que patrocinei como Triad! A palestra estava abarrotada de CEOs e suas esposas, infelizmente os adolescentes não foram, mas eles que mais precisavam ouvir essa palestra.

Edson era pobre, de uma cidade que nem lembro o nome. Péssimo aluno e bem arteiro. Até que um belo dia ele desmaiou e acordou nos braços do único médico da cidade. Nesse momento, aos 14 anos de idade ele decidiu que ia ser médico.

De lá para cá foram mais de 50 anos, até que ele criou um dos maiores conglomerados de saúde no mundo, dono de uma fortuna bilionária e milhares de vidas como clientes.

O Edson tem um estilo simples, direto, prático. Gosta de motivar as pessoas, de conversar com o time, de criar vídeos e mensagens de incentivo. Ele começou a palestra como um vídeo sobre o valor do tempo (e nem combinamos isso) e encerrou com uma mensagem que fez até a platéia e inclusive o João chorar.

Se o João Doria tem o mindset calibrado para produtividade, eficiência e qualidade. O Edson tem o mindset calibrado para crescer, ousar e ganhar dinheiro como poucos!

Coisas que gostei:

1 – A Amil era 150X menor que a Golden Cross, quando ele botou na cabeça que queria ser a nova Golden Cross! SHOW!!!! DO CACETE!!!! Isso é a prova que sonhar grande ou pequeno dá o mesmo trabalho, só que um te leva longe e o outro te deixa no mesmo lugar. Você não imagina o quanto isso me inspirou!!! Eu comecei a ter idéias ali mesmo, em breve vocês vão ver!!!! EDSON MIND!

2 – Cresça, sem deixar que a empresa seja maior do que você – É o princípio de que nada vale ter uma grande empresa, sem você ser uma grande pessoa, um grande pai, um grande marido! Leve as pessoas junto e coloque a empresa sempre no seu lugar, por maior ela que ela seja!

3 – Key People – Ele só cresce porque tem pessoas estratégicas nos lugares certos. Será que seu líder está preparado para a próxima fase da empresa? Se ele disse, sim, mas perguntou se você vai pagar hora extra é o cara errado! Esse cara pensa na empresa enquanto você dorme? Esse cara tem paixão pelo negócio como você? Ele abriria mão de um cargo, de uma posição em benefício a longo prazo?

4 – Aprenda com os melhores – Edson foi buscar aprender, fazer curso de inglês (e ainda disse que seu inglês não é dos melhores), fez pós em Harvard, ficou amigo do Peter Drucker, do Michael Porter e de vários outros gurus.

5 – E o ensinamento que eu mais gostei (e que a Exame usou de forma errada, associando apenas com dinheiro, como ele mesmo disse):

TUBARÃO ANDA COM TUBARÃO.

SARDINHA ANDA COM SARDINHA.

Se você ficar andando com pessoas de mente pequena, que só vêem problemas, vivem cheias de medo, não arriscam, não conseguem ter visão é assim que você limitará seu universo. Por isso ele nunca teve sócios.

Eu gosto de ir aos eventos do Doria, porque lá os caras não falam de metas de milhão, eles falam tudo em bilhões!!! No primeiro evento que fui, até me choquei, mas eles que estão certos! Se eu coloco na cabeça que posso faturar 1 bilhão, se chegar a 800 milhões eu to mega feliz! Agora se colocar na cabeça que vou faturar R$ 100 milhões, se chegar a R$ 50 milhões eu já vou achar bom!

Calibre sua menta para o grande! Dá o mesmo trabalho, o que muda é o resultado!

Enfim, o evento foi show! Muitos contatos, novas parcerias que vão rolar e muita meta nova e idéias na cabeça! Meus filhos amaram! Assim que tiver as fotos publico no Facebook!

Até a próxima e não se esqueça, Pense Grande ou será pequeno pro resto da vida!

Quando e Como o gestor pode tirar férias tranquilo?

Hoje retornei das minhas férias! Aproveitei para viajar com a família e realmente descansar. Apesar de viajar muito ao longo do ano para eventos ou para fora do País, isso não significa descansar nessas ocasiões.

Em uma viagem profissional você tem toda a preocupação ligada à viagem, a reunião, ao evento e por ai vai. Raríssimas vezes consegui descansar em alguma viagem a trabalho, por mais paradisíaco que fosse o local.

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Dessa vez eu relaxei e deu até para tomar uma corzinha (evoluindo da minha cor padrão branco-verde-musgo escritório). Mas durante muitos anos da minha vida era simplesmente impossível pensar em sair de férias como todo mundo faz. Ouço muito isso de empreendedores, gestores ou de profissionais “críticos” em empresas: “eu não posso sair de férias que a empresa pára”. Então vamos tratar desse assunto por aqui.

Em primeiro lugar entenda que sua capacidade de ser produtivo está diretamente relacionada à sua capacidade de se equilibrar. Ou seja, se você está em um estresse constante vai perder performance e muitas vezes nem se dá conta disso. Se esse ciclo não for interrompido (com férias, por exemplo) você vai acabar sentindo os sintomas no corpo (gripes, gastrites, dores de cabeça, etc.) ou no resultado do trabalho (esquecimentos, erros, etc.). Você precisa de férias em algum momento.

Quando eu falo de férias, não significa necessariamente os 30 dias padrão, pode ser alguns dias apenas, o importante vai ser a qualidade desse período. Eu mesmo não agüento ficar mais de 15 dias longe da empresa. E assim ainda posso ter um segundo período em outra época do ano.

Se você não pode tirar férias alguma coisa está errada na empresa. Até médico, vendedor autônomo, etc. tiram férias. Veja alguns pontos que sugiro que você revise para tornar esse período possível:

1 – Crie Processos – Muitos gestores não conseguem sair de férias porque tudo está centralizado com eles, o “como fazer” quando algo acontece é sempre “personalizado” e está apenas na mente do gestor. Se este é seu caso, seu trabalho é transformar as pequenas dúvidas ou procedimentos do dia-a-dia, em processos documentados e devidamente publicados. Na Triad, nossa Intranet possui 90% dos principais procedimentos da empresa. Caso algo novo aconteça que precise do time me perguntar, eu já adiciono uma tarefa para criar ou revisar o processo. Meu papel é focar no estratégico, em inovação, em sugestões, em problemas diferentes e não no operacional no dia-a-dia.

2 – Tenha Pessoas Chave – O papel do líder é criar sucessores, ou fica  impossível de você subir na empresa ou de pelo menos poder tirar férias. A época do monarca soberano na empresa acabou. É necessário investir em pessoas, em treinamento, em conhecimento para priorizar as coisas.
A área mais delicada que gerencio é sem dúvida Software (Neotriad, etc.), nessa área tenho duas pessoas muito competentes que me substituem completamente, a primeira é o Igor, meu gerente de desenvolvimento que está há mais de uma década comigo e gerencia toda a área. A outra é o Bonna, que é o responsável técnico pelo Neotriad. Ambos tomam as decisões e se viram para fazer a coisa acontecer. Claro que vez ou outra eles me mandam e-mails com coisas que preciso aprovar, mas o dia-a-dia, eles tocam como uma orquestra! O que fazemos é sentar e definir as prioridades e durante esse período a coisa anda. Hoje quando cheguei simplesmente fui ver a equipe no Neotriad e analisar as tarefas que foram realizadas e o que não foi feito. Parabéns aos dois e a toda a equipe que suporta essas ações, por fazerem parte da família Triad, ajudando pessoas a terem mais vida!

3 – Utilize períodos de feriado – Eu não gosto de tirar férias quando todo mundo tira férias, além de perder dinheiro pela alta estação, ainda consome mais dias úteis. Eu aproveitei o feriado de 7 de setembro e do dia 8 de setembro (em Santos) para iniciar as férias, assim perco menos dias úteis. O Igor, por exemplo, aproveita sempre o final do ano para tirar férias em Janeiro, emendando as férias coletivas. Outra dica é analisar os períodos sazonais do seu negócio e aproveitar este momento para sua saída.

4 – E-mail nas férias? – Quem me conhece sabe que sou viciado em tecnologia, mas quando estou de férias, procuro ver e-mails apenas a cada dois dias, em geral à noite, vendo minha novelinha ou depois das crianças dormirem. Costumo desligar meu smartphone também. Assim eu consigo desligar completamente da empresa. Se algo urgente pegar, eu tenho a certeza que vão me ligar, então nem esquento. Todos os e-mails que respondi e que ficaram dependentes aguardando alguma posição minha já me ajudam a pensar em como posso delegar ou automatizar o processo. Tudo é aprendizado.

BOAS_F~1Férias ou períodos mais curtos de descanso são essenciais para ajudar você e a empresa a crescer. Além disso, você traz idéias novas, arejadas e disposição para colocá-las em prática. Não seja negligente com você, da próxima vez que pensar em férias, leve esse assunto muito a sério. Vai ser bom para todo mundo!

Crianças no computador: problema ou solução?

Uma pergunta muito legal, que vou responder como pai, foi enviada pela Cristiane, leitora aqui do blog:

a nossa preocupação é com nosso filho que não sai do computador e não quer fazer nada se o tiramos do pc (12 anos). Assim, por favor tem algum artigo seu sobre o tema, pode nos falar como foi o seu caso com o pc na adolescência? Sugere algo para adolescentes que gostam de jogos, boots, hackers, além do famoso site do guia do hardware?

Eu tenho dois filhos (11 e 4 anos) e tenho um problema parecido, meu filho mais velho é viciado no PC, ele fica jogando online com os amigos. Bem, aqui vai minha opinião como pai e também algumas dicas que uso com meu filho e que apliquei no livro Você Dona do Seu Tempo com algumas mulheres.

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1 – Minha experiência – Eu ganhei meu primeiro PC aos 7 anos, e desde esse dia nunca mais larguei a máquina. Eu chegava da escola e fica horas e horas ali no computador. Meus pais ficavam preocupados e me colocaram limites de horários e também caso tirasse alguma nota baixa, limitaria ainda mais meu uso. Como eu queria muito aprender a fazer meus próprios jogos e programas para vender, eu me dedicava para caramba ao estudo na escola, tiravas boas notas e ninguém tinha o que falar do computador.  Para mim, essa experiência me ajudou a formar quem eu sou. Se meus pais me tirassem o micro naquele momento, provavelmente ficaria desistimulado e não persistiria no meu sonho. No meu caso foi positivo, mas eu não ficava o tempo todo jogando.

2 – Computador é positivo, se bem utilizado – Hoje em dia, as crianças se desenvolvem no computador, quando elas jogam, aprendem inglês, desenvolvem a lógica e o raciocínio e com os jogos em grupos desenvolvem habilidades sociais de colaboração. O problema é que muitos jogos só são violência, apelo sexual e com pessoas que se aproveitam da ingenuidade infantil, ai que como Pais, precisamos ficar espertos. A solução é instalar programas de keylogger e rastrear tudo que nossos filhos fazem. Esses programas permitem capturar tudo que eles digitam ou que recebem, assim podemos monitorar qualquer desvio.

3 – Pais sem tempo é filho no computador – Quando estava escrevendo o livro para mulheres, essa era uma situação muito frequente: sem tempo e cansadas, as mães preferiam deixar o filho no computador do que fazer qualquer outra coisa. Seja por negligência, conveniência ou simplesmente estafa é uma verdade nua e crua. Por isso precisamos desenvolver atividades/atitudes familares:

  • Almoçar ou Jantar em conjunto e procurar saber mais da vida das crianças imagee dos adolescentes
  • Procurar atividades externas que eles queriam fazer e que você possa ir junto (cinema, parques, museus como o Catavento, jogos, viagens, etc) – se você não for amigo dos seus filhos enquanto eles são crianças, dificilmente os consquistará na adolescência.
  • Aprenda a jogar, ou pelo menos, peça para ele te explicar alguma coisa. Só de ver que você se interessa genuinamente já é uma grande abertura.
  • Estimule atividades empreendedoras no computador, exemplos de pessoas que ganham $$ na Internet é interessante. Por exemplo, meu filho me perguntou se o dono do jogo dele era rico. Ai fiz uma conta simples, se mais 1000 crianças no mundo por mês comprassem o que ele gasta no jogo. Ele ficou animado e mobilizou os amiguinhos para fazer seu próprio jogo. Se vai sair ou não, pouco importa, o interessante é plantar uma sementinha empreendedora.

4 – Faça parte da vida digital do seu filho – crie um msn, um skype, um perfil do orkut, facebook, twitter, etc.. Você tem que acompanhar a vida digital dele, fazer parte desse mundo, para interagir e ficar de olho!

5 – Estabeleça limites – Meu filho foi mal na prova de matemática, tirou 5, a média! Fiquei doido, claro, mas fiz o seguinte trato: 1 semana antes da semana de provas nada de computador, foco 100% nas provas antecipado, nada de estudar em cim a da hora. Sempre tomo dele a lição ou minha esposa, se não for bem, explicamos. Tirou nota baixa, 2 horas a menos de computador. Se tirar nota alta tá liberado! Provou que é responsável e que está aprendendo, tem crédito, esse é a meta e o trabalho dele.

Com certeza não tem uma fórmula mágica para lidar com nossos filhos. O que eu pratico é amor, amor, liberdade e responsabilidade. Confio neles e espero que eles retribuam essa confiança, tenho o tempo que eles precisarem de mim e quero ser o grande amigo deles. E você? O que faz com seus filhos?

Segue o artigo exclusivo para adolescentes: http://www.triadps.com/conteudo.asp?cd=187&opr=

Web cresce e reduz tempo dedicado à família

Recebi esse artigo de um instrutor nosso, Victor, que traz um dado alarmante: as famílias estão sem tempo devido a Internet.

As pessoas reclamam que não tem tempo, na verdade elas têm, só usam mal. Nada acaba do dia para a noite, casamento não acaba de repente, família não se separa do dia para a noite, tudo é resultado de acúmulo de pequenas coisinhas que quando percebemos não há mais condições de abafar.

Dedique-se ao que é importante de verdade, deixa de ser hipócrita e fuja das coisas que não tem relevância e comece a viver de verdade, com quem realmente precisa de você!

emocional1 Segue o artigo original, publicado no AdNews:

Quer em torno de uma mesa de jantar ou da televisão, as famílias dos Estados Unidos afirmam que têm passado menos tempo juntas. O declínio no tempo dedicado à convivência familiar coincide com a alta no uso da internet e da popularidade nas redes sociais, ainda que um novo estudo não tenha atribuído à tecnologia a responsabilidade direta pela tendência.

O Centro Annenberg para o Futuro Digital, da Universidade do Sul da Califórnia, reporta esta semana que 28% dos norte-americanos entrevistados por seus pesquisadores no ano passado afirmaram que têm dedicado menos tempo à convivência com seus familiares. O total é quase o triplo dos 11% que admitiram a mesma coisa em 2006. Essas pessoas não reportam que estejam dedicando menos tempo aos seus amigos, no entanto.

Michael Gilbert, pesquisador sênior no centro, disse que as pessoas estão reportando menos tempo de convivência com a família no exato momento em que redes sociais como o Facebook, Twitter e MySpace florescem e as pessoas lhes atribuem importância cada vez maior. A base de usuários ativos do Facebook, criado cinco anos atrás, disparou para mais de 200 milhões de usuários, ante 100 milhões em agosto do ano passado.

Enquanto isso, mais pessoas se declaram preocupadas com o tempo que crianças e adolescentes dedicam à internet. Em 2000, quando o centro iniciou suas pesquisas anuais sobre o uso da internet pelos norte-americanos, apenas 11% dos entrevistados diziam que os membros de suas famílias com idade inferior a 18 anos passavam tempo demais online. Em 2008, o número subiu para 28%.

"A maioria das pessoas pensa na internet, e em nosso futuro digital, como ilimitados, e eu concordo com elas", diz Gilbert. Mas, acrescentou, "a convivência física menor entre as famílias não pode ser considerada boa. Isso termina por resultar em famílias menos coesas e menos capazes de se comunicar".

Na primeira metade da década, as pessoas diziam dedicar cerca de 26 horas semanais a conviver com suas famílias. Por volta de 2008, porém, esse tempo de convivência havia caído em mais de 30%, para cerca de 18 horas.

O advento de novas tecnologias de certa maneira sempre influenciou a maneira pela qual os membros de famílias interagem. Os celulares facilitam aos pais saber do paradeiro dos filhos, e oferece a estes uma privacidade indisponível na era da telefonia fixa.

A televisão encurtou os horários de jantar, e a queda nos preços dos televisores fez com que o número destes se multiplicasse, e com isso pais e filhos não precisam mais se reunir na sala de casa para assistirem juntos a programas.

Mas Gilbert afirma que a internet é tão envolvente e requer tanta atenção a mais do que outras tecnologias que é capaz de interferir nas fronteiras pessoais de forma que outras tecnologias não poderiam. "Não é como a televisão, a que uma família pode assistir unida", ele disse. A internet, aponta, é basicamente um espaço de interação individual.

Provavelmente porque podem bancar mais aparelhos com conexão de internet, as famílias de maior renda reportaram maior perda de tempo de convivência familiar do que aquelas que ganham menos. E mais mulheres do que homens disseram se ter sentido ignoradas por um membro da família em troca da internet.

A mais recente pesquisa do centro envolveu 2.030 respondentes selecionados de forma aleatória, com idades a partir de 12 anos, e foi conduzida entre 9 de abril e 30 de junho de 2008, com margem de erro de mais ou menos três pontos percentuais.