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Como finalizar aquela tarefa chata que você está adiando?

Todo mundo, por mais que goste do seu trabalho, tem uma ou outra tarefa chata para ser feita ao longo do dia. Em geral o que acontece naturalmente é priorizarmos o gostoso e deixamos o chato para o final. Isso faz a coisa empacar, porque no fim do dia estamos cansados e ai que nada vai ser feito mesmo.

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Meu novo livro que será lançado esse semestre, estuda com profundidade essa ideia, e deu para perceber que tem gente que realmente abusa da “auto procrastinação”. Tem pessoas que chegam a adiar tarefas dezenas de vezes ao longo do ano, quando pesquisamos isso no sistema Neotriad.

Se você é mais uma dessas pessoas que entra nesse perfil, não se culpe tanto assim, afinal todo mundo procrastina, seja ao apertar o botão “soneca” do despertador até tarefas chatas. Dá para vencer esse mal? Erradicar a procrastinação da vida é impossível, mas podemos criar “atalhos” ou “trapaças” para nosso cérebro ter mais vontade de fazer:

1 – Coloque as coisas mais chatas em seu período de maior produtividade mas sempre em pedaços pequenos que não ultrapassem 30 minutos. Se a tarefa durar por exemplo 2h, faça em 4 períodos de 30 minutos ao longo do dia ou distribua em diversos dias.

2 – Quando for começar a tarefa e der preguiça, pense no pior e no melhor que pode te acontecer se você fizer ou adiar a tarefa. Coloque bastante emoção e veja o resultado.

3 – Adicione fatores prazerosos durante ou pós a atividade, como por exemplo, música, um bombom de presente, um intervalo, etc.

4- Se a tarefa exigir muitas decisões, faça um intervalo, alimente-se adequadamente (cerais, frutas, etc.) e inicie a atividade. Existe uma relação direta entre alimentação e capacidade de decisão de acordo com recentes pesquisas.

Se nada der jeito, planeje a atividade para outro momento, de preferencia mais tranquilo e veja se acontece. Se não der jeito, peça ao seu chefe para colocar um prazo bem apertado para você! Rssrsr

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Antecipar é ter liberdade de escolher

Uma das formas mais freqüentes de você entrar no estado de estresse é deixar uma tarefa importante se tornar urgente, assumir compromissos urgentes de qualquer espécie ou adiar tarefas que cedo ou tarde terão de ser executadas.

Imagine que na quinta-feira às 15h, você tenha uma reunião de apresentação de um projeto rotineiro. Como é um projeto trivial, você deixa a preparação da apresentação para quinta-feira de manhã. Você sai de casa para mais um dia normal e de repente, no meio do trânsito, seu carro resolve ter um problema e você tem de chamar um mecânico para consertar. image

Quando você chega no escritório já são mais de 10 horas da manhã e ao ligar seu computador você vê, sem acreditar muito, aquela tela azul de erro. O computador está travado. Você liga para o pessoal do suporte e depois de algumas horas de formatação seu computador está pronto. Agora já são 13 horas, sua apresentação é em 2 horas e ainda não está pronta. Como está seu estado agora? Preocupado? Nervoso? Irritado? O estresse tomou conta? Agora, a preparação da sua apresentação se transformou em uma tarefa extremamente urgente, para conseguir terminá-la você terá de perder o almoço e reduzir alguns pontos relevantes da apresentação.

É claro que há certo exagero na cena que acabei de narrar — mas esse tipo de situação é perfeitamente possível. Esse é o comportamento típico das pessoas que gostam de deixar tudo para última hora, das pessoas que sempre subvertem o velho ditado e nunca fazem hoje aquilo que podem deixar para amanhã. Tudo indica que o final desse dia será desgastante. Aqui entra o conceito da antecipação – que está extremante ligado ao conceito de descarregar e planejar.

Se você sabia que a apresentação estava marcada para a quinta-feira (porque descarregou-a duas suas preocupações para a agenda), por que não a preparou na terça ou quarta-feira? Assim, se tivesse algum problema com seu carro na terça, ainda teria a quarta para concluir e se na quarta ainda não desse tempo, teria a quinta-feira pela manhã. Ou seja, quando você antecipa a execução de seu trabalho ou possíveis problemas, eles não se tornam problemas. Uma vez antecipados, eles nunca entrarão na esfera da urgência.

Antecipar é um conceito simples e óbvio, mas que muitas vezes é esquecido ou negligenciado. Antecipe tudo que você acha que possa dar problemas e conte sempre com os imprevistos. Eles podem acontecer. Já ouviu falar na famosa Lei de Murphy? Você tem que adquirir o hábito de antecipar as coisas na sua vida de forma a reduzir suas urgências e aumentar as situações importantes.

É um treino que vamos conquistando dia-a-dia. Ao invés de deixar para marcar a consulta na última hora com seu médico, faça agora e fique tranquilo. Ao invés de deixar o TCC para o final do ano, que tal antecipar para o primeiro semestre?

Quanto mais você aprender a antecipar, mais liberdade de escolha terá!

texto do Livro A Tríade do Tempo

6 formas de ajudar você a dizer NÃO

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Você já se deu conta de quantos “sim” você diz quando sua vontade real é dizer “Não”? Quando isso acontece, acabamos experimentando uma profunda sensação de desgosto, de raiva, de frustração e de irritação conosco mesmo. Mesmo assim, é difícil aprender: esse tipo de situação é tão comum que acaba se tornando um grande ladrão de tempo na nossa vida. E, pior do que isso nos mantém reféns da esfera das circunstâncias.

As razões para dizer esse “sim” na hora errada são as mais variadas possíveis. Sentimos uma espécie de necessidade de ser sempre solícitos e agradáveis. Fazemos nossa parte para manter nossas amizades. Temos medo de decepcionar as pessoas. Um outro motivo muito comum é o medo de assumir o controle da situação: quando respondemos “sim” às demandas alheias, nos calamos diante de nossas próprias decisões. Não importa os motivos. Cada um tem os seus – mas quando respondemos de forma positiva a uma resposta que merecia ou deveria receber um ”não”, estamos terceirizando nossa administração pessoal. E isso é grave.

Dizer “não” não é simples! É preciso assertividade, certeza do que é importante, coragem mas principalmente respeito ao seu próprio tempo! Selecionei 6 dicas que podem ajudar:

1) Nunca se acanhe em dizer não. Você não precisa ser bonzinho para os outros nem parecer sempre disponível. Na verdade, todo mundo tem problemas em dizer não. A capacidade de dizer essa palavra costuma ser vista com admiração inclusive pela pessoa que a ouve. Ela, na verdade, gostaria de ter a mesma disciplina.

2) Não adie: vá direto ao ponto. Pode doer, mas é melhor. Atrasar a comunicação do não quando a decisão já está tomada apenas prolonga o sofrimento. Um não bem dito logo no início do processo pode poupar muitos aborrecimentos (e dores!).

3) Evite inventar desculpas ou dizer mentiras na hora de dizer o não. Se tiver uma justificativa fundamentada em fatos, você deve utilizá-la, com certeza. Mas lembre-se de que você não deve aos outros explicações nem precisa se desculpar por suas escolhas. Você está no comando! Forneça uma resposta amigável, com sorriso. E evite entrar em um debate ou discussão sobre as razões de sua decisão.

4) Use o corpo para dizer não. Quando a pessoa estiver fazendo aquele convite que você não pretende aceitar, comece a torcer o nariz, contorcer a boca e franzir a testa de forma discreta antes que ela termine de falar. Esses movimentos já dão a entender para o seu interlocutor que você não está de acordo com a proposta. Isso tornará o “não” uma palavra natural e até mesmo esperada. sayno2

5) Faça um acordo mental com você. A partir do momento que você decidiu que não quer algo, prometa para você mesmo que manterá essa posição. Essa pequena atitude reafirma para você mesmo a importância da sua resposta e evita os conflitos internos.

6) E se o não tiver de ser dito ao seu superior? A melhor forma, nesse caso, é mostrar para ele sua lista de prioridades profissionais e deixar que ele resolva o que mais é importante. Se o que ele estiver propondo for algo pessoal (um convite para uma festa, para uma happy hour ou, em casos mais extremos, até mesmo uma insinuação ou uma cantada) você terá de avaliar a situação. E dizer seu não da forma mais direta possível.

trecho do livro: A Tríade do Tempo, Christian Barbosa – Editora Sextante

Como publicar seu livro – Parte IV – Publicação & Venda

Para fechar a parte sobre a série como escrever seu livro (Parte I, Parte II, Parte III), vamos falar sobre a parte final e mais importante: como ver seu livro ser publicado no mercado.  Eu complementei esse texto com a série de marketing pessoal, que também vale como estratégia de vendas!

Muita gente pediu para falar um pouco mais sobre essa parte de publicação. Então seguem mais algumas sugestões:

Depois ter o texto pronto é que começa a verdadeira batalha, achar uma editora que ame tanto o seu texto como você e tope correr o risco de publicar. Aqui é importante que você entenda o porquê usei a palavra risco!

Publicar um livro é um risco para a editora. Se não vender, eles gastaram na produção, na distribuição, com assessoria de imprensa, no desgaste político com as livrarias, etc. Cada vez mais as editoras estão criando métodos, negociações e contratos para minimizar esse risco, por isso se você for um autor de primeira viagem, seu trabalho de convencimento será muito maior.

1 – Publicação

Existem centenas de editoras no mercado, você precisar achar a editora que é forte no segmento que você está escrevendo. Não adianta querer publicar ficção em uma editora de negócios, não rola. É um meio extremamente segmentado, se não souber que editoras publicam seu tema, vá à livraria, veja livros similares ao seu e anote o nome das editoras.

Assim que achar a editora, você precisa entrar em contato com eles. Se tiver alguma indicação é mais rápido sem dúvida, se não tiver, mande um e-mail pelo site e seja persistente, paciente e insistente.

Toda editora tem um editor, que é o cara que seleciona que livros devem ser publicados, imagina o dia-a-dia desse cara: recebe um monte de e-mail de gente querendo publicar livros, recebe um monte de livros para ler, ainda tem um monte de outras demandas e precisa achar “pedras preciosas” que vão vender milhões na livraria. Não é fácil ser editor.

Quando entrar em contato, crie algo de impacto, algo que vai chamar a atenção do editor, do porque seu livro deve ser publicado. Se ficar no senso comum, vai entrar na fila de espera.

Existem editoras e editoras. Publicar o seu livro por uma editora desconhecida pode ser uma oportunidade (como facilidade de acesso, negociação, etc), mas também pode ser um problema para o seu livro aparecer na livraria. Existem negociações dos grandes grupos editorais com as livrarias por espaço, muitas vezes a pequena não tem cacife para bancar isso e ai fica por sua conta e risco fazer do livro um sucesso.

Se não tiver jeito e você estiver com pressa, uma alternativa são as editoras por demanda, que imprimem o livro conforme as pessoas vão comprando ou até uma publicação própria sem editora e você tentar vender diretamente (alguns palestrantes fazem isso e se dão muito bem, devido ao público de suas palestras).

Se o seu livro for publicado, tiver repercussão e vender bem ai fica tudo mais fácil para os próximos livros. Hoje em dia eu tenho portas abertas em muitas editoras, posso escolher a mais adequada ao livro que estou escrevendo e negociar as condições.

2– Estratégias para Vender seu Livro

Supondo que você foi aprovado na editora, seu livro foi publicado e está na livraria, é agora que começa a brincadeira para valer. No começo, é realmente emocionante ver seu nome na prateleira, dá vontade de comprar o livro em cada livraria que você visitar (no começo você irá a muitas..rssrsr), depois de passar o vislumbre é o momento de pensar como fazer o livro vender.

Acho que não tem uma fórmula para fazer isso acontecer. E também aquela coisa de que apenas bons livros vendem é mentira. Tem muito lixo que vende mais do que muita coisa boa. Acho que tudo depende de carisma do autor, networking, marketing, imprensa e esforço pessoal.

O livro O Segredo, apesar de não ser um dos meus favoritos, foi sem dúvida um dos maiores bestsellers mundiais dos últimos anos. O nome do livro, a pegada da autora, o layout, o preço, o apelo de vendas juntos fizeram do livro um fenômeno de vendas.

No Brasil, um case recente é o meu amigo Anderson Cavalcante, com o livro O que realmente Importa. Ele conseguiu emplacar esse livro, depois de um ano do lançamento, já está na 13ª edição e a diversas semanas na lista dos mais vendidos. O livro é legal, mas a competência do Anderson no relacionamento com os livreiros fez a diferença. Você entra na livraria e dá de cara com o livro, esse posicionamento ajuda na hora de vender.

Vender um livro é um conjunto de fatores. Como comentei na parte I, particularmente gosto muito de reforçar ações de imprensa, marketing, palestras e minha própria rede de sites. São ações que já suportam bons meses de venda. No meu próximo livro vou experimentar coisas diferentes, depois eu conto se vai dar resultado.

E você, o que faz você comprar um livro? Conte aqui para a gente !

Estou pensando em escrever uma outra série tipo essa que fiz para o livro e marketing pessoal. O que vocês preferem? Opções: 1- Como ser um Palestrante? 2 – Como ser um Empreendedor? 3 – Qual sua sugestão????

Mapa Mental Mais Tempo Mais Dinheiro

Nosso amigo Rodrigoh finalizou o mapa mental do livro Mais Tempo Mais Dinheiro. O mapa ficou muito bacana e é um excelente resumo do livro.

Clique na imagem para ver o mapa ou acesse aqui

MaisTempoMaisDinheiroPequeno

Como escrever seu livro? Parte 3 – Publicação

Este post vai explicar como você pode fazer para publicar seu livro. Como já falei antes, esse post é exclusivamente minha opinião ou o como eu fiz, o que não significa que “deve ser somente desse jeito”. Na parte 2, eu falei sobre o processo de criar o conteúdo do livro, neste post vou considerar que o livro está pronto.

Sim, o livro precisa estar pronto ou pelo menos bem no caminho delivroforno finalizar para uma editora dar crédito. Pensa assim: lançar um livro é um negócio de risco para a editora, eles tem de apostar em alguém, pagar todos os custos de revisão, capa, marketing e distribuição e correr o risco do livro encalhar na prateleira. Por isso, se você for uma pessoa desconhecida, a análise será muito mais criteriosa, se tiver algum tipo de visibilidade a coisa facilita, mas não resolve tudo. Se tiver só a idéia, ela não vale nada, por mais brilhante que seja, é apenas uma idéia.

1 – A escolha da Editora

Escolher a editora não é fácil, existem centenas de opções no mercado nacional. A editora é sua sócia no livro e como qualquer sociedade escolha bem, por isso cuidado com a escolha. Você não pode escolher uma editora porque ela simplesmente quer seu livro, você precisa pensar nos objetivos do seu livro e se ela tem a ver com o mercado do seu livro.

Se você escreveu um livro de negócios procurar uma editora de auto-ajuda pode ser um tiro no pé. Claro que hoje a maioria das editoras publica muitos estilos, mas ela é sempre mais forte em um ou outro tema e isso faz diferença no posicionamento com o livreiro. Por exemplo, nas editoras que tenho livro publicado:

Editora Gente – Começou com foco em auto-ajuda, ainda é o carro chefe, mas no último ano com a nova gestão andou fortalecendo e se posicionamento na área de negócios.  (Você Dona do Seu Tempo)

Editora Agir – É do Grupo da Ediouro (se não me engano o maior do País), seu foco atual são os livros de negócios. (Estou em Reunião)

Editora Thomas Nelson – É uma editora Americana que tem participação do Grupo da Ediouro, publica livros de auto-ajuda, finanças  e negócios. (Mais Tempo Mais Dinheiro)

Editora Campus – É a Premium no segmento de gestão/negócios/educacional, publica os principais nomes americanos. São livros caro, para um público premium.  (A Tríade do Tempo)

Quando eu estava no Capítulo 7 do Livro A Tríade do Tempo, eu não tinha uma editora, nunca ninguém tinha ouvido falar do meu nome, mas eu tinha um sonho gigante de publicar esse livro. O que eu fiz foi listar as 10 editoras de negócio com sites com contato (não conhecia ninguém da área) e comecei a enviar e-mail com um pequeno sumário do meu livro. Na época das 10, apenas 1 me respondeu (depois de enviar pelo menos uns 10 e-mails para cada editora), marquei uma reunião com o Editor (o cara que lê e aprova ou rejeita o livro) e ele gostou do que leu. Falou que ia ler o livro e me enviaria uma proposta.

Nesse meio tempo, eu continue escrevendo e conheci no Empretec uma pessoa que se tornou um grande amigo e que admiro, Ricardo Galuppo. Que é um dos grandes jornalistas desse País, passando por chefias nas Revistas Veja, Exame, Forbes e hoje Brasil Econômico. Na época ele estava sendo o Ghost Writer (cara que escreve por outra pessoa) do Abílio Diniz. Como conheci O CARA, eu pedi a gentileza (como nunca tinha escrito nada) dele revisar um capítulo do meu livro e dizer se estava ou não legal. Ele revisou e gostou tanto que revisou o livro inteiro e não só isso, me indicou para o Editor da Campus (Marcelo Mello – hoje companheiro de blog na HSM) que leu o livro e gostou.

Na época eu tinha 23 anos, cara de criança e um livro na mão. O Marcello delicadamente disse: “legal, mas na hora da capa você se importa de não ter sua foto? Porque se o pessoal ver sua cara de criança não vão dar credibilidade. É melhor o cara ler e não ver, nesse caso!” E assim foi, deu certo e hoje tenho 4 livros e um saindo forno.

2 – A negociação com a Editora

Quando a editora aprovar seu livro, eles vão enviar um contrato e ai a coisa começa. Quem acha que vai ficar milionário com livros é negociacao melhor repensar a idéia.

Em geral em uma primeira negociação com um autor desconhecido a editora vai te pagar no máximo uns 8% sobre o valor de capa do livro.

Isso significa que se seu livro sair na livraria por R$ 30,00 você irá receber R$ 2,4/livro e ainda precisa descontar os impostos desse valor (PJ ou PF). Aliás o preço de capa do seu livro, deveria estar na discussão inicial do contrato, quem decide isso é a editora, mas você pode tentar influenciar.

As editoras pagam em média a cada quatro meses ou seis meses, eles apuram as vendas, diminuem de devoluções, descontam os impostos e depositam na sua conta. Ou seja, no começo você vai receber pela venda dos seus livros 2 ou 3 vezes no ano! E olhe lá!

Outro ponto interessante a observar no contrato são as cláusulas de rescisão, internacionalização, distribuição de conteúdo em seus próprios cursos ou textos e marketing.

Esse último tópico é importante, pois sem marketing um livro raramente sai do lugar. No meu primeiro livro o marketing foi praticamente zero, ou seja, põe na livraria e vê o que acontece. Hoje é uma das coisas que brigo na negociação e o que me faz decidir por uma ou outra editora.

Esse é assunto grande, vou abordar no último post dessa série, falando especificamente sobre marketing do livro, marketing pessoal, buzz, ações de web e etc. Até!

Como escrever seu livro? Parte 2 – Conteúdo

Dando continuidade ao post sobre planejamento para escrever seu livro, nessa segunda parte vou abordar o principal fator de qualquer livro: seu conteúdo.

A escolha do tema central do livro é muito importante e o passo inicial para começar o trabalho. Na parte 1, citei que uso o modelo de Mapa Mental para planejar a execução do conteúdo, mas para chegar no Mapa eu preciso ter na cabeça sobre o que vou falar, linha de pesquisa, etc.

1 – Escolha  do Tema

Sem dúvida essa é a parte mais importante. O mercado está saturado de livros, muito raramente alguém consegue fazer uma coisa muito diferente do que já existe. O que não significa que se você fizer algo que já existe, não seja bom. Eu ando batendo muito na tecla do que o Michael Porter fala, que você não precisa ser o melhor. Você precisa ser único. goals-parte3

Eu nunca quis ser o melhor cara de gestão de tempo, nunca busquei  isso. Eu sempre quis ser o único cara que falava de gestão de tempo e dava algum tipo de ferramenta prática pra coisa não ficar só na teoria. O único a balizar minhas teorias em pesquisas estatísticas sobre uma base real no tema. Ninguém tem esse tipo de dado/informação e até alguém conseguir formar esse volume de dados, eu já criei outras coisas.

Brigar por ser o melhor é uma luta que nunca acaba, mas brigar para ser único te força a inovar, buscar coisas diferentes, agregar valor para o leitor.

O  livro precisa ter um ponto central e a partir dele criar os sub-itens que vão compor os capítulos e guiar sua linha de trabalho (ai você utiliza o modelo de mapas mentais que citei). Por exemplo:

No caso do Você Dona do Seu Tempo, o tema central era ajudar mulheres a terem mais produtividade independente da profissão de forma bem prática. Ser um livro gostoso e com muita profundidade no universo feminino.

No caso do Mais Tempo Mais Dinheiro, o tema central era unir esses dois assuntos de forma metodológica, com um roteiro de ações que ajudasse o leitor a conjuntamente melhorar nesses dois itens.

Demora pra chegar nesse ponto central, assim como desenvolver uma missão pessoal, a missão de uma empresa,etc. Torná-lo único é mais difícil ainda. A pergunta que você precisa responder é: Qual a missão que meu livro atende que o torna único?

2 – Pesquisa do Tema

Depois que você escolheu seu tema, vale dar uma pesquisa no que já existe ou referências sobre isso. Até para você se distanciar dos modelos anteriores.

A pesquisa do tema vai se construindo com o tempo. Quando coloco o tema na cabeça eu começo a fazer o seguinte para pesquisar sobre o assunto:

1 – Coloco no Google Alerts palavras chave sobre o temaspam3

2 – Faço uma pesquisa do assunto no google e me cadastro em uns 3-4 blogs sobre esse assunto ou correlacionados.

3 – Vou em sites de universidades americanas que realizam pesquisas nesse tema e envio e-mail para alguns departamentos para ver se tem algo novo.

4 – Aviso minha equipe Triad sobre o assunto e peço que me enviem qualquer coisa relacionada.

5 – Qualquer coisa que eu achar eu jogo pro Neotriad, como Informação, colocando associado no projeto do livro.

6 – Agendo 1 dia para revisar o material que tenho e associar com as minhas idéias. (em geral nesse momento já monto o mapa mental)

7 – Quando a coisa é legal eu já publico no meu blog também e depois já fica que quase pronto pra escrita do livro.

Eu deixo isso rolando durante a escrita do livro e depois, caso alguma coisa legal sobre a temática surja eu já fico antenado. Vale ressaltar que isso é apenas um apoio, pois informação demais pode te paralisar.

3 – Desenvolvimento do Tema

Eu já falei sobre como faço para escrever e revisar no outro post, nesse quero falar sobre a parte de texto bruto mesmo.

Cada escritor tem o seu próprio estilo, eu gosto de escrever como se estivesse falando para meu leitor na frente dele, de forma bem direta, fácil entendimento e suave. Bem coloquial.

Eu odeio ler livros aonde o autor parece ser um professor de Mestrado quando escreve. Eu adoro o Falconi, é sem dúvida o Peter Drucker brasileiro, excelente de palestra, agora escrevendo eu não gosto do seu estilo. Ele escreve como se estivesse dando aula, é chato e muitas vezes o entendimento fica superficial. Cita demais outros autores no meio do texto e foge de aprofundar o ponto no meio da explicação.

Na minha opinião, acho que o texto de um livro de gestão ou auto-ajuda (que parece que não, mas tem muito a ver no estilo) precisa ser composto de um ciclo básico:

  1. Apontar o problema
  2. Justificar com dados
  3. Propor uma solução
  4. Mostrar cases de resultados, validando a solução
  5. Criar um modelo de aplicação super prático que o leitor faça agora e não apenas fique teorizando

O livro A Tríade do Tempo é um livro na linha de gestão, tem muitos dados, cases, pesquisas, metodologia, anexos, etc. O livro Você Dona do seu Tempo é auto-ajuda, tem histórias de mulheres, lições de vida,etc Mas ambos seguem o mesmo esqueleto acima.

Essa seqüência ajuda a montar a estrutura do capítulo, e me permite concluir 1 capítulo por semana, conforme citei no planejamento.

O escritor e consultor Stephen Kanitz, publicou nessa semana um post exatamente nessa linha que estou escrevendo e ensina como ele (um escritor realmente profissional) escreve, vale a pena a consulta.

No último post dessa série vou falar da parte mais importante: como vender seu texto para a editora e seu marketing pessoal pós-livro. Até lá!